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Ciência

Rússia vai usar pombos com chips cerebrais para missões de espionagem

Os pombos espiões também poderão participar de outros tipos de missões, como operações de busca e resgate e monitoramento de áreas sensíveis.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule28/11/2025, às 09:00

updateAtualizado em 05/02/2026, às 08:17

A Rússia vai apostar na neurotecnologia para desenvolver o seu mais novo esquadrão de espiões. Trata-se de pombos com chips implantados no cérebro que podem ser controlados à distância, em tempo real, e guiados até o alvo, como revelou o The Sun na quinta-feira (27).

O sistema, desenvolvido pela empresa Neiry e apelidado de “biodrone PJN-1”, envolve pombos comuns que passam por cirurgia para o implante de eletrodos nas proximidades de áreas cerebrais que cuidam da orientação e motivação. O mecanismo é usado para o envio de comandos para as aves.

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Espionagem e outras missões

Conectado a uma pequena mochila acoplada às costas, que traz GPS, receptor e outros componentes eletrônicos, o chip implantado no cérebro do pombo recebe os sinais do operador e, a partir daí, o órgão segue as orientações. Segundo a desenvolvedora, os estímulos fazem a ave acreditar que quer seguir a rota informada.

  • É possível enviar sinais que orientem o animal a virar para a esquerda, direita, seguir em frente, retornar e muito mais, rastreando a movimentação simultaneamente;
  • A tecnologia inclui painéis solares que garantem a energia necessária para voar 500 km a cada 24 horas e mais de 3 mil km em uma semana;
  • Os pombos não precisam passar por nenhum tipo de treinamento para serem utilizados nas missões;
  • A empresa não revelou a taxa de mortalidade relacionada à cirurgia para a colocação dos eletrodos, mas afirmou que trabalha para alcançar 100% de sobrevivência.
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Os pombos espiões com chip implantado no cérebro se diferenciam das aves convencionais pelo fio que conecta os eletrodos à mochila. (Imagem: golero/Getty Images)

Como há grandes quantidades de pombos na Rússia, os animais que passam pelo procedimento se misturam às aves comuns sem despertar suspeitas, transportando câmeras minúsculas e sensores. Dessa forma, podem ser enviados em missões de espionagem para monitorar tropas inimigas em áreas de guerra, por exemplo.

Segundo a Neiry, também há a possibilidade de usar os biodrones em diversos outros tipos de missões, como o monitoramento ambiental e de instalações industriais e a vigilância de áreas sensíveis. Ela destaca, ainda, o envio para operações de busca e resgate em locais de acesso complicado.

Programa pode incluir outras aves

O projeto que usa neurochip permite controlar remotamente qualquer animal que passe pela cirurgia, conforme a empresa financiada por aliados do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Com isso, ela planeja realizar a implantação em outras aves, futuramente, além dos pombos.

A ideia é expandir a iniciativa para aves de porte maior, como corvos, que fariam o transporte de cargas pesadas, e gaivotas, para patrulhar regiões costeiras. Já o albatroz com chip implantado poderiar participar de grandes operações marítimas, substituindo os drones.

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Perguntas Frequentes

O que são os “biodrones PJN-1” desenvolvidos pela Rússia?
Os “biodrones PJN-1” são pombos comuns que recebem implantes de chips cerebrais com eletrodos em áreas responsáveis por orientação e motivação. Esses implantes permitem que os animais sejam controlados remotamente em tempo real, funcionando como drones biológicos para missões de espionagem e outras operações estratégicas.
Como funciona o controle dos pombos com chips cerebrais?
O controle é feito por meio de sinais enviados ao chip cerebral, que está conectado a uma mochila com GPS, receptor e outros componentes eletrônicos. Esses sinais estimulam o cérebro do pombo, fazendo-o acreditar que deseja seguir determinada rota, permitindo comandos como virar, seguir em frente ou retornar, com rastreamento simultâneo da movimentação.
Quais são as possíveis aplicações dos pombos controlados por chip?
Além de espionagem, os pombos com chips cerebrais podem ser utilizados em missões de busca e resgate e no monitoramento de áreas sensíveis. A versatilidade da tecnologia permite seu uso em diferentes contextos estratégicos e operacionais.
Os pombos precisam ser treinados para participar das missões?
Não. Segundo a empresa desenvolvedora, os pombos não necessitam de nenhum tipo de treinamento prévio. O controle é feito diretamente por meio dos estímulos cerebrais enviados pelo operador.
Qual é a autonomia de voo dos pombos com chip?
Graças a painéis solares integrados ao sistema, os pombos podem voar até 500 km em 24 horas e mais de 3 mil km ao longo de uma semana, garantindo ampla cobertura para as missões.
Existe risco para os pombos durante o implante dos chips?
A empresa responsável não divulgou a taxa de mortalidade associada à cirurgia de implantação dos eletrodos, mas afirmou que está trabalhando para alcançar 100% de sobrevivência dos animais submetidos ao procedimento.
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