A nova biofábrica inaugurada em Curitiba transformou o Brasil no maior produtor mundial de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria wolbachia, uma tecnologia que reduz drasticamente a transmissão de dengue, zika e chikungunya. O método, já testado em diversos países e considerado seguro pela Anvisa e pela Organização Mundial da Saúde, impede que o vírus se replique no organismo do mosquito.
Dentro da estrutura, larvas são separadas por máquinas que distinguem fêmeas de machos, garantindo controle total do processo de criação. A biofábrica deve produzir cerca de 100 milhões de ovos por semana, superando cinco bilhões ao ano. O Ministério da Saúde define para quais cidades a tecnologia será enviada, priorizando regiões com maior incidência das doenças.
A unidade, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, foi inaugurada oficialmente em julho de 2025. (Imagem: Governo do Paraná)
A primeira etapa de distribuição começa em agosto e envolve seis cidades: Brasília, Valparaíso de Goiás, Luziânia, Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau. Os agentes de saúde farão a liberação dos mosquitos diretamente nas ruas, em operações programadas para substituir gradualmente a população transmissora pela variedade com wolbachia.
Pesquisadores reforçam que a estratégia não altera geneticamente os insetos e não envolve produtos químicos. Experiências anteriores no país mostram reduções de até 70% nos casos de dengue, como ocorreu em Niterói. Apesar dos resultados, especialistas destacam que a tecnologia não dispensa o controle doméstico: eliminar criadouros continua essencial para evitar novos surtos.
Perguntas Frequentes
Para que serve a nova biofábrica de mosquitos inaugurada em Curitiba?keyboard_arrow_down
A biofábrica tem como objetivo produzir em larga escala mosquitos Aedes aegypti com a bactéria wolbachia, que impede a replicação dos vírus da dengue, zika e chikungunya no organismo do inseto. Essa tecnologia visa reduzir drasticamente a transmissão dessas doenças em áreas com alta incidência.
O que é a bactéria wolbachia e como ela atua nos mosquitos?keyboard_arrow_down
A wolbachia é uma bactéria que, ao infectar o Aedes aegypti, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se repliquem dentro do mosquito. Isso torna o inseto incapaz de transmitir essas doenças aos seres humanos. A técnica é considerada segura pela Anvisa e pela Organização Mundial da Saúde.
Quantos mosquitos a biofábrica é capaz de produzir?keyboard_arrow_down
A estrutura tem capacidade para produzir cerca de 100 milhões de ovos de Aedes aegypti por semana, o que representa mais de cinco bilhões de ovos por ano. Esse volume faz do Brasil o maior produtor mundial de mosquitos com wolbachia.
Como é feito o controle da criação dos mosquitos na biofábrica?keyboard_arrow_down
Dentro da biofábrica, máquinas especializadas separam as larvas por sexo, distinguindo fêmeas de machos. Esse processo garante um controle rigoroso da criação e da qualidade dos mosquitos liberados.
Quais cidades receberão os primeiros mosquitos produzidos?keyboard_arrow_down
A primeira etapa de distribuição, prevista para agosto, contemplará seis cidades: Brasília, Valparaíso de Goiás, Luziânia, Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau. A escolha é feita pelo Ministério da Saúde, com base na incidência das doenças.
Como os mosquitos serão liberados nas cidades?keyboard_arrow_down
Agentes de saúde farão a liberação dos mosquitos diretamente nas ruas, em operações programadas. O objetivo é substituir gradualmente a população transmissora pela variedade com wolbachia, reduzindo a circulação dos vírus.
Essa tecnologia elimina a necessidade de combater criadouros de mosquito?keyboard_arrow_down
Não. Apesar da eficácia da tecnologia, especialistas alertam que o controle doméstico continua essencial. Eliminar criadouros de mosquito ainda é uma medida fundamental para evitar novos surtos das doenças.
Os mosquitos com wolbachia são geneticamente modificados?keyboard_arrow_down
Não. A técnica utilizada não envolve modificação genética nem o uso de produtos químicos. Os mosquitos são infectados naturalmente com a bactéria wolbachia, o que os torna incapazes de transmitir os vírus.