Logo TecMundo
Internet

"A era da televisão acaba em 2030", diz CEO do Netflix

Os canais provedores de conteúdo, porém, deverão se adequar às novas formas de consumo de conteúdo; nos EUA, mais de um terço do tráfego da internet é abocanhado pelo serviço em horários de pico

schedule01/12/2014, às 12:02

Fonte: Lizt

Imagem de "A era da televisão acaba em 2030", diz CEO do Netflix no site TecMundo

Reserve o ano de 2030 e prepare-se para tirar sua antena do telhado. É que Reed Hastings, CEO do Netflix, afirma que as transmissões de televisão serão encerradas daqui a 16 anos. A fala do executivo foi feita durante um evento realizado na Cidade do México. “É parecido com o que houve com o cavalo: ele foi bom até a chegada dos carros”, explicou Hastings, segundo informa o portal The Hollywood Reporter.

O responsável por gerir um dos maiores serviços de streaming do mundo acredita que os consumidores têm adotado formas cada vez mais alternativas de se consumir conteúdo televisivo. Exemplo disso é o fato de que o Netflix abocanha mais de um terço de todo o tráfego de internet nos EUA durante períodos de pico – nenhum outro serviço registra dados assim.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

As mudanças na forma de consumo de mídia, porém, não deverão extinguir os canais de televisão. De acordo com Hastings, as provedoras irão se adequar à nova realidade, migrando para plataformas móveis. Mas a chamada de atenção é clara: “a era da transmissão de TV irá durar provavelmente até 2030”, diz o CEO do Netflix.

undefined

As previsões do figurão não param por aí. “Estamos tentando chegar a um lugar completamente global, onde todos podem conseguir qualquer coisa em qualquer lugar. Também estamos quebrando o domínio do cinema [com relação aos grandes lançamentos de filmes]”, observa Hastings.

Outro dos diferenciais dos serviços de streaming em ascensão é a forma de monitoramento de audiências - que poderão reformular as maneiras de transmissão de conteúdo e veiculação de propagandas. “[As visualizações] não são realmente importantes. Há tanta visualização feita por meio de celulares e iPads que as novas formas [de monitoramento] não vão identificar”, pontua o executivo.

star

Continue por aqui