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The BRIEF

EUA adiam novas tarifas contra chips chineses para junho de 2027

Governo de Donald Trump acusa país asiático de prática desleal na indústria, mas reduz pressa na taxação de recursos.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule30/12/2025, às 09:00

updateAtualizado em 28/01/2026, às 14:15

Os Estados Unidos não vão adicionar imediatamente uma nova tarifa contra semicondutores de origem chinesa, ao contrário do que foi anunciado anteriormente. A medida agora só deve entrar em vigor em junho de 2027, em uma decisão tomada pelo governo de Donald Trump.

De acordo com o comunicado oficial, a importação de chips da China até o início da medida ficará isenta de taxas até o início da cobrança. O prazo de 18 meses é considerado provisório e pode até mesmo ser ampliado para uma data posterior.

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Detalhes como a data de início e o percentual do imposto serão confirmados ao menos com 30 dias de antecedência.

Guerra comercial em andamento

  • O argumento da Casa Branca é de que a China busca "há décadas" a dominância no setor de semicondutores a partir de “políticas e práticas agressivas e anticompetitivas no mercado”;
  • Essa é uma das conclusões de um estudo interno que foi iniciado em 2024 no governo de Joe Biden sobre a rivalidade com o país nessa indústria;
  • A ideia é reduzir a fatia de mercado chinesa no segmento de chips mais antigos e usados em dispositivos como veículos, sistemas de telecomunicação e equipamentos militares, além de alguns eletrônicos;
  • Atualmente, a situação comercial entre China e EUA é de relativa trégua após recentes acordos estabelecidos entre Trump e o presidente Xi Jinping. Ambos os políticos reduziram em outubro as respectivas tarifas entre os países;
  • Trump também permitiu que a China voltasse a comprar chips de empresas dos EUA, como a Nvidia, mas o próprio país recusou a oferta — a ideia é que ela desenvolva nacionalmente os próprios componentes e dependa cada vez menos desse tipo de acordo ou da presença de companhias estrangeiras.

Em nota enviada para a Reuters, a Embaixada da China em Washington confirmou que vai tomar todas as medidas necessárias para garantir direitos e interesses legítimos do país.

“Politizar, instrumentalizar e transformar em armas assuntos de comércio e tecnologia e desestabilizar cadeias de produção industrial globais não vai beneficiar ninguém e eventualmente terá um retorno negativo”, diz o texto.

Por que agora é o melhor momento para comprar chips de memória? Entenda a situação do mercado nesta matéria.

Perguntas Frequentes

Quando os Estados Unidos vão aplicar novas tarifas sobre chips chineses?
As novas tarifas sobre semicondutores de origem chinesa devem entrar em vigor apenas em junho de 2027. A decisão foi tomada pelo governo de Donald Trump, adiando a aplicação imediata que havia sido anunciada anteriormente.
O que motivou os EUA a planejarem tarifas contra chips da China?
Segundo a Casa Branca, a China tem adotado há décadas políticas agressivas e anticompetitivas para dominar o setor de semicondutores. Essa conclusão faz parte de um estudo iniciado em 2024, ainda no governo de Joe Biden, sobre a rivalidade entre os dois países nessa indústria estratégica.
Quais tipos de chips estão no foco das tarifas dos EUA?
As tarifas têm como alvo os chips mais antigos, amplamente utilizados em veículos, sistemas de telecomunicação, equipamentos militares e alguns eletrônicos. O objetivo é reduzir a participação da China nesse segmento específico do mercado.
O que acontece com as importações de chips chineses até 2027?
Até o início da cobrança das tarifas, as importações de semicondutores chineses continuarão isentas de taxas. O prazo atual de 18 meses é considerado provisório e pode ser estendido.
Como está a relação comercial entre EUA e China atualmente?
Atualmente, a relação comercial entre os dois países vive uma fase de relativa trégua, após acordos recentes entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Em outubro, ambos reduziram tarifas aplicadas mutuamente.
A China aceitou voltar a comprar chips de empresas dos EUA?
Apesar da liberação por parte de Donald Trump para que empresas como a Nvidia vendessem chips à China, o país asiático recusou a oferta. A estratégia chinesa é desenvolver internamente seus próprios componentes e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
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