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Jony Ive e Sam Altman enfrentam dificuldades conceituais sobre o novo "dispositivo com IA"

Fontes ouvidas pelo Financial Times comentam que a dupla Ive e Altman enfrentam dificuldades no desenvolvimento do novo acessório com IA

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule06/10/2025, às 16:00

updateAtualizado em 02/03/2026, às 08:06

O designer Jony Ive e Sam Altman, CEO da OpenAI, estão encontrando dificuldades para tirar do papel o novo gadget de inteligência artificial que estão desenvolvendo em parceria. Segundo o Financial Times, a io — startup responsável pelo projeto — ainda precisa resolver questões fundamentais sobre o dispositivo, especialmente relacionadas à privacidade e à personalidade do assistente.

Fontes próximas ao projeto revelaram alguns detalhes sobre o conceito do produto. O acessório não teria tela e teria dimensões próximas às de um smartphone comum, mantendo a portabilidade. As interações aconteceriam por meio de voz e câmera, com um alto-falante embutido para dar voz ao assistente virtual.

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Jony Ive e Sam Altman trabalham juntos no novo dispositivo com IA. (Fonte: OpenAI/Reprodução)

A proposta da OpenAI é criar um dispositivo acessível, mas não invasivo — uma espécie de “Siri melhorada”. A ideia é que o assistente seja capaz de compreender o contexto das conversas por voz e também interpretar elementos visuais captados pela câmera.

No entanto, ainda existem dois desafios centrais para a equipe: como o dispositivo deve se comportar — ou seja, quando começar e encerrar uma conversa — e como garantir a privacidade do usuário, considerando que o gadget precisa estar sempre ativo para responder aos comandos.

Ideia não é nada inédita

A ideia de um assistente de IA portátil e sempre presente não é inédita. Várias empresas já tentaram algo semelhante — e muitas falharam. Um dos casos mais emblemáticos é o do AI Pin, um acessório vestível que prometia ser um assistente pessoal inteligente, mas acabou se mostrando pouco prático e falhando em demonstrar utilidade real. Diferente dele, os protótipos da io não seriam presos na roupa, mas manteriam o foco em portabilidade e conveniência.

Convencer o público a carregar mais um dispositivo é uma tarefa difícil. Antes de o celular se tornar indispensável, a cultura tecnológica passou por uma longa evolução — com diversas tentativas, erros e adaptações. Hoje, as grandes empresas de tecnologia preferem apostar em formatos que complementam o smartphone, como smartwatches, smartrings, smart speakers e smartglasses.

Em dispositivos sem tela, mas com interação por voz, o padrão da indústria é usar comandos de ativação — como “Ok, Google”, “Ei, Alexa” ou “Ei, Siri”. Esse tipo de gatilho serve a dois propósitos: evita o processamento desnecessário de conversas e ajuda a proteger a privacidade do usuário. Assim, o microfone só é ativado e os dados só são processados quando o comando é proferido.

O futuro do gadget de Ive e Altman ainda é incerto, mas o projeto representa mais um passo da OpenAI rumo à integração de suas tecnologias em dispositivos físicos — algo que pode redefinir a forma como interagimos com a inteligência artificial no dia a dia.

Quer acompanhar as próximas inovações em IA e tecnologia? Continue de olho no TecMundo para saber tudo sobre os bastidores do projeto de Jony Ive e Sam Altman e as tendências que estão moldando o futuro dos assistentes inteligentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais desafios enfrentados por Jony Ive e Sam Altman no desenvolvimento do novo dispositivo com IA?
Os principais desafios incluem questões de privacidade e a definição da personalidade do assistente. Além disso, é necessário determinar como o dispositivo deve iniciar e encerrar conversas, garantindo que ele seja sempre ativo para responder aos comandos sem ser invasivo.
Como será a interação com o novo gadget de inteligência artificial?
A interação com o dispositivo ocorrerá por meio de voz e câmera, sem a necessidade de uma tela. O gadget terá um alto-falante embutido para dar voz ao assistente virtual, permitindo que ele compreenda o contexto das conversas e interprete elementos visuais.
Qual é a proposta da OpenAI para este novo dispositivo?
A proposta é criar um dispositivo acessível e não invasivo, semelhante a uma "Siri melhorada". O objetivo é que o assistente seja capaz de compreender o contexto das conversas e interpretar elementos visuais, oferecendo uma experiência mais integrada e eficiente.
O que diferencia este projeto de outros assistentes virtuais já existentes?
Embora a ideia de um assistente virtual não seja inédita, o diferencial deste projeto está na ausência de uma tela e na capacidade do dispositivo de compreender o contexto das conversas e interpretar elementos visuais, oferecendo uma interação mais natural e contínua.