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Por que o departamento de inovação deveria ser o primeiro a ser cortado (e 4 motivos para não fazer isso)

Se o corte de custos bater na sua porta amanhã, qual departamento sai primeiro da lista? A resposta mais comum é simples: inovação.

Avatar do(a) autor(a): Igor Mazaki

schedule23/11/2025, às 15:00

updateAtualizado em 05/02/2026, às 08:41

Se o corte de custos bater na sua porta amanhã, qual departamento sai primeiro da lista? A resposta mais comum é simples: inovação. E, em muitos casos, com razão. Durante anos, ela foi vista como uma promessa distante de resultado. Um investimento que, na prática, pouco dialoga com o caixa da empresa. Mas será que precisa ser assim?

Eu costumo dizer que, se o seu departamento de inovação não consegue provar valor, ele merece ser cortado. Mas também acredito que, quando é encarado do jeito certo, ou seja, conectado ao negócio e ao impacto financeiro, ele deve ser preservado.

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A verdade é que os empreendedores brasileiros continuam apostando na inovação. Um sinal disso é o número de empresas industriais que utilizam inteligência artificial no Brasil entre 2022 e 2024 ter mais que dobrado, passando de 1.619 para 4.261, um crescimento de 163%, segundo dados divulgados no último mês pelo IBGE na Pesquisa de Inovação Semestral (PINTEC). No primeiro semestre de 2024, 41,9% já usavam IA, contra 16,9% em 2022. O desafio não é simplesmente investir, mas garantir que isso gere resultados concretos para o negócio.

1. Inovação sem propósito é custo, não investimento
 

Grande parte das empresas ainda se deixam levar pelo modismo. Criam squads, compram tecnologia e falam de IA sem saber o problema que estão resolvendo. E quando o orçamento aperta, o que não mostra resultado cai primeiro. Faz sentido. O problema é que o erro não está na inovação em si, mas em como ela é conduzida. Quando há clareza de propósito e conexão com indicadores reais de negócio, ela se paga. E rápido.
 

2. Empresas que inovam de forma estruturada crescem mais

Quem investe de maneira organizada e conectada ao negócio colhe resultados concretos. Estruturas como hubs internos, parcerias com startups e Corporate Venture Capital (CVC) não existem por modismo: elas permitem testar ideias de forma controlada, medir impacto e gerar valor real. Criar eficiência, ampliar receita e fortalecer a competitividade deveria ser o foco de toda empresa que inova.

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3. Ferramenta de redução de custos
 

Inovar não é criar algo do zero, mas otimizar recursos e melhorar processos que já existem. Automatizar tarefas, integrar áreas e eliminar desperdícios gera eficiência real e impacto direto no resultado. Por exemplo, o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial mostra que, quando bem aplicada, ela pode reduzir retrabalho e alavancar a produtividade.

4. Parar de inovar é abrir espaço para quem faz melhor

O mundo não espera. Enquanto alguns cortam investimentos por medo, outros aproveitam para acelerar. É isso que separa as empresas que apenas se adaptam às mudanças daquelas que definem o rumo do mercado. E inovar bem não exige um orçamento gigante: demanda foco, métricas e alinhamento ao core do negócio. Em momentos de crise, quem mantém o negócio vivo de forma inteligente sai na frente quando o ciclo vira.

Em resumo: se na sua empresa esse investimento é feito só para que ela pareça moderna, corte agora. Mas se ele entrega valor, mede impacto e atua junto das demais áreas estratégicas, ele não é custo, é vantagem competitiva.

Perguntas Frequentes

Por que o departamento de inovação costuma ser o primeiro a ser cortado em tempos de crise?
Porque, historicamente, a inovação foi vista como uma promessa distante de retorno financeiro. Muitas vezes, ela não se conecta diretamente com o caixa da empresa, o que a torna um alvo fácil quando é necessário reduzir custos.
Quando faz sentido manter o departamento de inovação mesmo em cortes de orçamento?
Quando a inovação está conectada ao negócio e ao impacto financeiro, ela deixa de ser apenas custo e passa a gerar valor real. Se o departamento consegue provar seu valor com indicadores concretos, ele deve ser preservado.
Qual é o principal erro das empresas ao investir em inovação?
O principal erro é investir sem propósito claro. Muitas empresas seguem modismos, criam squads ou adotam tecnologias como inteligência artificial sem saber qual problema estão tentando resolver. Sem resultados mensuráveis, esses investimentos viram apenas custos.
O que mostra que a inovação ainda é uma aposta relevante no Brasil?
O número de empresas industriais que utilizam inteligência artificial no Brasil mais que dobrou entre 2022 e 2024, passando de 1.619 para 4.261, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (PINTEC) do IBGE. Isso indica que os empreendedores continuam apostando na inovação.
Como a inovação pode gerar resultados concretos para o negócio?
Por meio de uma abordagem estruturada e conectada ao negócio. Iniciativas como hubs internos, parcerias com startups e Corporate Venture Capital (CVC) permitem testar ideias de forma controlada, medir impacto e gerar valor real.