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Em meio à crise, lojas dos EUA estão tirando preços de memórias das prateleiras

Flutuação de preços de memórias DRAM já começam a atingir mercados globais; Brasil deve começar a ser afetado crise em breve.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule25/11/2025, às 18:00

updateAtualizado em 26/11/2025, às 21:49

As fabricantes de grandes produtos já anunciaram que vão aumentar o preço dos seus itens por conta da iminente crise de chips, e agora o varejo internacional passou a aderir uma prática incomum. Na rede de lojas norte-americana da Central Computer, a varejista sequer coloca mais o preço nos módulos de memória RAM nas prateleiras, por conta da flutuação do valor.

No corredor correspondente a esses módulos de memória, a empresa fixou uma placa que avisa sobre o aumento constante nos preços dos chips. “Por conta disso, não podemos exibir preços fixos em determinados produtos no momento. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente e agradecemos sua compreensão enquanto o mercado se estabiliza”, explica a empresa.

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Embora não seja comum no Brasil, lojas norte-americanas de computadores funcionam como alguns mercados, e expõem os produtos em vitrines e prateleiras. Como é comum em supermercados quando um país enfrenta a crise de um produto, o varejo retira as etiquetas de preço, e o consumidor precisa ir até o caixa para verificar o valor.

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Aviso sobre falta de preços acomete apenas o setor de memórias (Imagem: Steve Lin, via PCWorld)

A Central Computer parece não ser a única a adotar essa estratégia, e consumidores encontraram situações similares nas lojas da MicroCenter. Até mesmo a Best Buy, considerada uma das maiores e mais completas lojas de hardware e periféricos, teria se rendido a esse esquema.

Crise já bate na porta do Brasil

No Brasil, o cenário é diferente, já que lojas desse tipo são bem incomuns. O setor do e-commerce de eletrônicos deve ser mais afetado, mas como funcionam por meio de websites e plataformas, a variação do preço é mais fácil de relacionar com os produtos, independente da flutuação econômica.

  • A nova crise de chips está ligada ao aumento no custo da fabricação de chips DRAM por parte de grandes fabricantes;
  • Uma delas, a Samsung, anunciou um reajuste de preço de até 60% para os seus módulos entre outubro e novembro;
  • O motivo para o aumento tem relação a forte demanda desses chips para a expansão de data centers voltados à inteligência artificial;
  • Como a demanda está alta demais e os preços vão aumentar, os consumidores vão pagar essa conta;
  • A Asus já anunciou que por conta disso, o preço dos computadores ficará mais caro em breve;
  • Do lado dos smartphones, a Xiaomi também apontou um aumento nos preços dos seus celulares;
  • Fabricante de placas de vídeo, a AMD já teria notificado parceiros a respeito de uma subida de preço na casa dos 10%;
  • Outro passo lógico é que o preço dos módulos de RAM para desktops e notebooks também encareça bastante.

Com a crise de chips já afetando diretamente o varejo norte-americano, é somente questão de tempo para esse problema chegar ao Brasil e outros países da América do Sul. Assim, a escolha mais pertinente parece ser adquirir itens eletrônicos nesta semana de Black Friday, ou até o Natal, pois 2026 já deve trazer preços bem altos.

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Perguntas Frequentes

Por que algumas lojas dos EUA estão retirando os preços das memórias RAM das prateleiras?
Devido à flutuação constante nos preços dos chips de memória DRAM, varejistas como a Central Computer optaram por não exibir valores fixos nas prateleiras. A instabilidade no mercado impede a definição de preços estáveis, e os consumidores precisam consultar o valor no caixa.
O que está causando a nova crise de chips de memória?
A crise está sendo impulsionada pelo aumento no custo de fabricação dos chips DRAM, motivado principalmente pela alta demanda para expansão de data centers voltados à inteligência artificial. Grandes fabricantes, como a Samsung, já anunciaram reajustes significativos nos preços.
Quais empresas já anunciaram aumento de preços por causa da crise?
Entre as empresas que já anunciaram aumentos estão a Samsung (com reajuste de até 60% nos chips de memória), a Asus (que prevê computadores mais caros), a Xiaomi (com aumento nos preços de celulares) e a AMD (com previsão de alta de cerca de 10% nas placas de vídeo).
Essa prática de retirar preços das prateleiras é comum?
Não é comum, mas já foi adotada em situações de crise. Nos EUA, lojas como a Central Computer, MicroCenter e até a Best Buy estão utilizando essa estratégia, semelhante ao que ocorre em supermercados durante escassez de produtos. No Brasil, esse modelo é raro, pois o varejo físico de eletrônicos é menos difundido.
O Brasil já está sendo afetado por essa crise?
Ainda não de forma intensa, mas a expectativa é que o impacto chegue em breve. O setor de e-commerce deve ser o mais afetado, já que a variação de preços pode ser rapidamente refletida nas plataformas online.
Qual é a recomendação para consumidores diante dessa crise?
Como os preços devem continuar subindo, a recomendação é aproveitar promoções como a Black Friday ou realizar compras até o Natal. A partir de 2026, os valores de produtos eletrônicos, especialmente os que usam chips de memória, devem estar significativamente mais altos.