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Meta não precisará vender WhatsApp e Instagram, decide juiz

Decisão judicial concordou que a empresa-mãe do Facebook não detém monopólio do mercado de redes sociais, e por enquanto, não terá que tomar nenhuma medida sobre processo

Avatar do(a) autor(a): Cecilia Ferraz

schedule18/11/2025, às 17:21

updateAtualizado em 18/11/2025, às 17:22

A Meta, dona do Facebook, vence processo e não vai precisar vender o Instagram e o WhatsApp após juiz decidir que ela não detém monopólio de redes sociais. A decisão representa a primeira vitória decisiva das big techs em relação ao Governo Trump – e decepciona a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos.

O caso começou no primeiro mandato de Donald Trump e tentava forçar a Meta a se reestruturar ou vender o Instagram e o WhatsApp para restaurar a concorrência no setor. A agência federal alegava que, com as aquisições em 2012 e 2014, a big tech eliminou concorrentes emergentes.

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Durante o julgamento, a Meta argumentou que a compra das empresas era uma estratégia válida, porque se ela não fizesse as aquisições, criaria plataformas com funções parecidas às do Instagram e WhatsApp. Além disso, a empresa afirmou que a FTC ignorou a pressão competitiva do TikTok, YouTube e até mesmo do aplicativo de mensagens da Apple.

"Com aplicativos surgindo e desaparecendo, perseguindo uma mania e passando para outras, e adicionando novos recursos a cada ano que passa, a FTC tem compreensivelmente lutado para fixar os limites do mercado de produtos da Meta", escreveu o juiz James Boasberg.

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Meta se esquiva de processo e não precisará vender WhatsApp ou Instagram. (Imagem: Shutterstock/Reprodução)

O juiz concordou, nesta terça-feira (18), que as redes sociais mudaram desde que o Facebook era a principal rede social, e que incluir apenas o TikTok no processo já derrubaria o caso da FTC. O principal fator de decisão para o juri foi a falta de provas de que a companhia detinha um monopólio nas redes sociais ainda hoje – já que a alegação da FTC era referente a uma dominação no passado.

"No entanto, independentemente de a Meta ter desfrutado de poder de monopólio no passado, a agência deve demonstrar que ela continua a deter tal poder agora. O veredicto do Tribunal hoje determina que a FTC não o fez", explicou o juri.

A Comissão Federal de Comércio ainda tem direito de apelar a decisão, mas a Meta não deve cumprir nenhuma demanda judicial referente à venda do WhatsApp e Instagram num futuro próximo.

Histórico do caso

Boasberg havia rejeitado o caso em 2021, dizendo que a FTC não tinha evidências suficientes para provar que o Facebook mantinha poder de mercado. Em agosto deste mesmo ano, a agência mudou a denúncia, adicionando mais detalhes sobre os números de usuários da empresa e comparação de métricas da Meta com a de concorrentes. E então, em 2022, o juiz aceitou o caso.

Desde então, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, a ex-diretora de operações Sheryl Sandberg, o cofundador do Instagram Kevin Systrom e outros executivos atuais e ex-executivos da Meta testemunharam no julgamento, que começou em abril.

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Perguntas Frequentes

Por que a Meta foi processada pela Comissão Federal de Comércio (FTC)?
A FTC processou a Meta alegando que a empresa detinha um monopólio no mercado de redes sociais após adquirir o Instagram em 2012 e o WhatsApp em 2014. A agência argumentava que essas aquisições eliminaram concorrentes emergentes e prejudicaram a concorrência no setor.
Qual foi a decisão do juiz sobre o caso?
O juiz James Boasberg decidiu que a Meta não detém atualmente um monopólio no mercado de redes sociais, e portanto, não será obrigada a vender o Instagram e o WhatsApp. A decisão representa uma vitória significativa para a empresa.
Quais argumentos a Meta usou em sua defesa?
A Meta argumentou que, mesmo sem as aquisições, teria desenvolvido plataformas com funcionalidades semelhantes às do Instagram e WhatsApp. Além disso, destacou que a FTC ignorou a concorrência atual de aplicativos como TikTok, YouTube e o app de mensagens da Apple, que exercem pressão competitiva significativa.
O que influenciou a decisão do juiz contra a FTC?
O juiz considerou que o mercado de redes sociais mudou desde a época em que o Facebook era dominante. Ele destacou a dificuldade da FTC em definir os limites do mercado atual e apontou a ausência de provas de que a Meta ainda mantém poder de monopólio. A inclusão do TikTok como concorrente já enfraquecia a tese da FTC.
A FTC ainda pode recorrer da decisão?
Sim. A Comissão Federal de Comércio ainda tem o direito de apelar da decisão judicial. No entanto, por enquanto, a Meta não precisará tomar nenhuma medida relacionada à venda do Instagram e do WhatsApp.
Qual é o histórico do processo contra a Meta?
O processo começou durante o primeiro mandato de Donald Trump. Em 2021, o juiz Boasberg rejeitou a ação por falta de provas. A FTC reformulou a denúncia com mais dados, e em 2022 o caso foi aceito. O julgamento teve início em abril e contou com depoimentos de executivos como Mark Zuckerberg e Kevin Systrom.
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