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Como consertar as franquias que não deram certo nos videogames

schedule27/02/2009, às 06:18

É interessante como algumas ideias parecem não se traduzir muito bem para os videogames. Filmes, séries, quadrinhos e outras franquias que fazem sucesso em diversas mídias diferentes acabam falhando quando transpostas para os jogos eletrônicos.

Mas existe uma luz no fim do túnel. Afinal de contas se a ideia original é boa há sempre um terreno fértil para se cultivar. Alguns jogos começam com um mapa para o sucesso, mas no meio do caminho acabam perdendo o rumo.

Para arrumar alguns desses erros o TecMundo Games resolveu dar algumas sugestões para os desenvolvedores. Algumas dicas simples de como arrumar algumas franquias de grande potencial mas que ainda não conseguiram emplacar nos videogames.


Star Trek
Uma jornada que não chegou às estrelas

O problema

Um dos seriados de televisão mais celebrados de todos os tempos, Jornada nas Estrelas (Star Trek), nunca conseguiu emplacar o mesmo sucesso conquistado nas outras mídias dentro do mundo dos videogames.

Não há nenhuma dúvida quanto ao apelo da série, precursora das grandes convenções de fãs e até mesmo dos cosplays (hoje populares nos eventos de animes e videogames).

Mas quando se trata de adaptações para os videogames a série sempre acabou ficando descaracterizada e logo ganhava espaço somente na prateleira dos controversos Trekkers (ou Trekkies, como preferirem) — como são conhecidos os fãs mais hardcore do programa.

Com algumas raras exceções os jogadores puderam realmente apreciar o dinamismo e inteligência da série, mas tudo não passa de notas de rodapé na história dos jogos eletrônicos.

A solução

Ora, levando em conta a ambientação e o próprio conteúdo do jogo, Mass Effect é um excelente paralelo já existente no mundo dos videogames que poderia servir como base perfeita para a construção de um novo título da franquia Star Trek.

O Novo título poderia se aproveitar dos elementos de RPG presentes na aventura do Comandante Sheppard, bem como da faceta exploratória do jogo (nada como perambular por planetas desconhecidos armado de phaisers e tricordes).

Enquanto isso a alta tecnologia e as peculiaridades de cada um dos personagens da série garantiriam muita diversidade a jogabilidade. O sistema de diálogos também é uma boa pedida.

 

Harry Potter
Bruxaria e traquinagem escolar


O problema

O bruxinho já conquistou milhares de fãs ao redor do mundo, mas seus jogos ainda não mostraram a mesma magia dos livros e do cinema. Os odiosos cash-ins — jogos que são lançados como parte de uma campanha promocional de um filme, livro série ou qualquer outro produto — normalmente não seguem um padrão de qualidade muito elevado.

Feitos as pressas, estas produções tendem a cair no lugar comum, sem grande aprofundamentos técnicos. Desta forma os alunos de Hogwarts acabavam perambulando a esmo pelo campus da escola de magia sem ter muito que fazer.

Controles estranhos, cenários genéricos e gráficos pouco trabalhados renderam traduções pouco fieis da criação de J.K. Rowling.

A solução

Dada a ambientação da saga de Harry Potter e seus amigos bruxos, a imagem de sucesso mais próxima que temos nos videogames é o controverso Bully. Deixando de lado todo o espírito contraventor do rebelde Jimmy Hopkins, o jogo da Rockstar serve como uma boa base para o universo de Harry Potter.

Substituindo a opressora Bullworth Academy pela mística Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts temos o cenário perfeito para um grande jogo de aventura. Entre as aulas de magia e partidas de quadribol você embarcaria em missões mais condizentes com a vida escolar de um jovem aprendiz de bruxo.

Cuidando para não cair no mesmo caminho de perdição que levou o pobre Jimmy Hopkins ao banimento do território brasileiro, os jogos da franquia Harry Potter poderiam voltar para a escola e aprender um pouco mais sobre o dia-a-dia de um aluno.

É verdade que os títulos da série já se apropriam um pouco de alguns destes elementos, mas não da mesma forma e certamente não através do mesmo foco que o jogo da Rockstar.


 


Godzilla
Kaijus nos videogames

O problema

O gigante japonês já devastou Tóquio por inúmeras vezes (e nas férias ainda aproveitou para dizimar Nova Iorque). Entretanto todo esse poder ainda não pode ser conferido dentro dos videogames.

Jogos apoiados na destruição e caos generalizado provocado pelo lagarto radioativo não conseguem esmagar uma barata sequer. Outro viés explorado foi a crescente sede de duelos colossais contra outros monstros radioativos e criaturas de além da lua.

Um nocaute técnico que parece ter finalmente tirado o lagartão da cena eletrônica. Jogabilidade falha e repetitiva e problemas com a escala do protagonista prejudicaram demais o ícone japonês do cinema japonês.

A solução

Um dos grandes trunfos de Godzilla é justamente as suas medidas colossais, o que nos remete diretamente ao soberbo Shadow of the Colossus (do tão adorado PlayStation 2).

Ora, se funcionou com os dezesseis colossi, por que não funcionaria com as várias criaturas da mitologia de Godzilla? Criaturas como a mariposa gigante Mothra, a tartaruga atômica Gamera, o pterodátilo Radon, o monstro poluidor Hedorah.

Ao todo a franquia de kaijus (palavra japonesa que significa “besta estranha”) conta com mais de 23 personagens, fontes suficientes para a produção de uma versão bem diferente de um jogo do Godzilla.



 

Batman
O jogador das trevas

O problema

O homem-morcego vive escondido na sua Bat-caverna. O sucesso nos quadrinhos, na televisão e nos cinemas parece não assustar os vilões nos videogames. Com algumas raras exceções o vigilante de Gothan parece não conseguir desmantelar a rede de criminosos que assola o mundo virtual.

Adaptações de filmes geraram alguns títulos de péssima qualidade (os tão odiados cash-in) enquanto as poucos boas idéias ficaram perdidas no passado — quem lembra de Batman Returns para o saudoso Mega Drive, ou The Adventures of Batman & Robin, para o Super Nintendo?

O fato é que até agora nenhum jogo realmente fez uso das verdadeiras habilidades do emblemático personagem da DC Comics. Com a revitalização da série cinematográfica e a promessa de um novo título (Batman: Arkham Asylum) talvez o cavaleiro das trevas finalmente ganhe uma versão para os videogames a sua altura. Mas aqui vão algumas sugestões para incrementar a vida do homem morcego.

A solução

Vamos por partes. Uma inspiração óbvia para os jogos do Batman seria qualquer título de espionagem e ação furtiva (não chama o rapaz de cavaleiro das trevas à toa). Vamos tomar como base a série Splinter Cell — já que Sam Fisher conta com inúmeros aparatos de alta tecnologia.

Sua furtividade e o seu treinamento de combate desarmado fazem de Sam Fisher um Batman potencial. Aliado às suas técnicas de interrogatório e arsenal high-tech temos uma versão mais lapidada do cruzado de capa.

Outro ponto importante são as suas habilidades de investigação (como nos títulos da série C.S.I.). Coletar provas e analisá-las na bat-caverna é uma tarefa rotineira para o homem-morcego. Por fim, ainda temos o sempre poderoso bat-móvel (e suas variações aéreas e náuticas) que poderia aprender muito com as máquinas tunadas de Crackdown.

 
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