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Invasão de piratas? Só se for em CDs, filmes, jogos...

schedule07/11/2008, às 17:09

Como muita gente já sabe, pirataria é um termo cultivado nos dias de hoje. Não no sentido de embarcar em navios, sair saqueando os portos das grandes vilas e realizar abordagens em navios das companhias marítimas. Mas sim copiar e falsificar itens de todos os formatos, desde dispositivos eletrônicos até qualquer gênero de mídia digital.
O conceito de pirataria mudou completamente.
Segundo o Houaiss, o termo significa "ato de piratear; ato de se apossar, pela força, de bem ou dos bens de outrem; rapina, roubo; ato de copiar ou reproduzir, sem autorização dos titulares, livros ou impressos em geral, gravações de som e/ou imagens, marcas ou patentes, software etc., com deliberada infração à legislação autoral". Biopirataria (recursos biológicos), "warez" (software e mídia em geral) e "screener" (filmes e DVDs) são alguns dos termos designados para caracterizar as áreas atingidas pelas atividades ilegais.

Hoje, a realidade é inundada pelos piratas de pequeno porte até as grandes companhias que falsificam todos os tipos de entretenimento. Algumas pesquisas indicam que, a cada dez CDs distribuídos, cinco são piratas (sem contar os que são espalhados virtualmente pela internet).
Este vendedor ambulante se deu mal.
Dito isso, sejam bem-vindos ao mundo dos "bucaneiros" da ilegalidade digital.



Informática
O Caribe da atualidade


Comecemos pelo PC. A quantidade de revoltas, protestos, processos jurídicos, passeatas e movimentações públicas (a maioria virtual, é claro) que envolvem a pirataria é simplesmente absurda. Copiar mídias (como os famosos arquivos de música em formato MP3 e os filmes em formato AVI/DivX) virou algo comum entre as pessoas que possuem computadores, embora muitas nem saibam a origem dos arquivos baixados.

O argumento de muitos é que a suposta "pirataria" serve como forma de protesto contra o alto preço dos artigos vendidos em lojas comerciais. O que muitos desconhecem é que os verdadeiros protestos estão na ativa na forma de partidos, como o Piratpartiet, criado na Suécia. A idéia principal do partido? Acabar com o conceito de "direitos autorais". Conheça mais sobre o reflexo brasileiro desse partido clicando aqui.
Manifestação do Partido Pirata.Outro método de protesto é a propagação do renomado software livre, que, de acordo com a definição criada pela Free Software Foundation, é "qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição". O conceito também se aplica a alguns jogos, como Live for Speed e Netpanzer.

O problema é mais embaixo

Os combates aos monopólios de certas companhias fazem sentido, visto que nem a programação de games escapa dos domínios de programas pagos. São poucas as empresas e equipes que buscam fazer um jogo com base na gratuita tecnologia OpenGL, por exemplo, considerando que o Direct3D (DirectX), tecnologia proprietária da Microsoft, é a mais acessível e a mais completa do mercado.

O domínio da Microsoft é assustador.Há centenas de grupos que fazem questão de procurar as novidades mais quentes e espalhar pelo mundo através da internet. Vários dos melhores hackers do planeta gastam um tempo considerável no desbloqueio de jogos (burlando a chave de acesso à instalação deles), cracks e outros métodos de invasão. Sem contar que os mais afoitos conseguem, de alguma forma, colocar as mãos nos games mais novos e colocá-los na web.

O conceito de pirataria está tão intrínseco no modo de pensar dos consumidores de games que apenas os jogos bem avaliados são comprados — pela maioria — de forma legal. Jogos que despertam a curiosidade dos jovens gamers são adquiridos através de distribuições online, que prejudicam fortemente os grandes empresários dos jogos.

A opinião dos experts

Muitas empresas realmente assumem uma posição séria quanto à pirataria de títulos para PC. A Epic Games (de Gears of War), por exemplo, é uma das companhias que mais está se manifestando contra a ilegalidade virtual nos últimos tempos.

Marcus Fenix emboscado por um pirata 
particularmente feio.Patrick Marchal, diretor técnico da desenvolvedora Monte Cristo (CITIES XL), afirmou que o risco que os desenvolvedores de games para PC sofrem é tão grande que a proteção contra cópia deve ser reforçada a qualquer custo. David Silverman, produtor de Command & Conquer: Red Alert 3, também afirma que "a pirataria no PC é um grande problema".

No entanto, há opiniões que surpreendem milhares de críticos. Randy Stude, presidente da PC Gaming Alliance (organização que promove o crescimento dos games no PC), afirma que os jogadores que experimentam jogos online (mesmo pela forma mais ilegal possível) geram rendimentos capazes de "explodir a mente de muitos".

Spore, apesar da falsificação, "vendeu que nem água", na opinião de Stude. O presidente da PCGA ainda reforça que "as indústrias de jogos não precisam começar a aceitar a pirataria, mas devem parar de acreditar que certas plataformas correm o risco de acabar em extinção devido à pirataria".

De uma forma ou de outra, a pirataria está ficando cada vez mais expressiva nos computadores. Gears of War, Crysis Warhead e Spore são apenas alguns dos grandes exemplos de vazamentos, também mais comuns a cada dia que passa.


Consoles
Antigamente, um desafio. Hoje, um passatempo


Quem não se lembra da época em que o mercado de consoles era mais acessível? Bem, depois de um tempo, as empresas começaram a investir mais e mais em tecnologia e, com isso, os videogames e os jogos acabaram ficando mais caros. Dessa forma, a classe média começou a ter problemas para ficar atualizada com a chegada de consoles, como o Nintendo 64 e o primeiro PlayStation.
Competição acirrada também na pirataria.
Enfim, não tardou para que os mestres da "ilegalidade gaming" colocassem as mãos nos cartuchos do N64, por exemplo, e inventassem uma forma de rodar cartuchos "alternativos" com um auxílio de um adaptador barato. Logo, os jogos piratas foram distribuídos loucamente entre os gamers, e, no caso de certos consoles (como o PlayStation original), a propagação de títulos falsificados ficou ainda mais fácil.

No princípio, era tenebroso quebrar a segurança dos consoles e muitas falhas eram realizadas durante esse processo. Hoje em dia, muitos encaram essa atividade como um passatempo.

As últimas novidadesNem os portáteis escapam dos hackers.

A última bomba sobre a pirataria nos consoles da atualidade é que o novo modelo do portátil da Nintendo, o DSi, bloqueia o uso da maioria dos cartões flash disponíveis no mercado. Mais uma das incapacidades do novo aparelho da Nintendo (considerando que não há mais um slot dedicado a games criados para Game Boy Advance). Mas, dessa forma, os piratas ficam com as mãos atadas na distribuição de jogos ilegais.

A Nintendo está tomando atitudes drásticas na tentativa de quebrar a longa corrente de pirataria que se estende pelo planeta. A companhia, juntamente com outras 54 empresas de software do Japão, iniciou um processo jurídico contra aqueles que importam e vendem dispositivos alegados como falsificados.

Quanto ao novo modelo do PSP, o PSP-3000, a Sony está ganhando a batalha contra os piratas... Por enquanto. Alguns dos maiores sites que representam as comunidades de hackers relataram que é impressionante a segurança do pequeno console. Muitos afirmam que não tiveram nenhum sucesso na tentativa de executar qualquer ato de invasão e que, provavelmente, isso nunca será possível com a última revisão de hardware realizada na plataforma. Por ora, vitória para a Sony.

Nem os grandes escapam

Bem, o Xbox 360, uma das plataformas mais expressivas dos últimos tempos, também sofreu ataques fortes. Com o vazamento da nova "dashboard" (também conhecida como NXE, New Xbox Experience), muitos arriscaram e baixaram a renovada interface do console da Microsoft. Lembrando que quem baixou a NXE antes do tempo corre o risco de ser banido da Xbox Live, a rede online do Xbox 360.Os grandes sofrem nas mãos de aspirantes a Jack Sparrow.

Além disso, a falsificação e o vazamento dos jogos mais recentes da plataforma estão em constante ascensão. As continuações de grandes games, como Gears of War 2, Far Cry 2, Fable II e Fallout 3, foram experimentadas antes mesmo do seu lançamento e criaram uma série de problemas para a Microsoft.

Também vale lembrar que os títulos tanto do Xbox 360 quanto do Nintendo Wii são mais fáceis de ser pirateados em comparação com os games do PlayStation 3. No Wii e no Xbox 360, a mídia utilizada é o DVD, bastante comum no mercado, enquanto que o PS3 utiliza o Blu-ray, mídia está inacessível para a maioria das pessoas.

A versão Beta do PlayStation Home, sistema de interação social disponibilizado gratuitamente pela Sony, foi "hackeada" e causou uma série de problemas. O conhecido hacker "StreetskaterFU" burlou a criptografia dos códigos de programação do programa e gerou o acesso indevido de muitos usuários curiosos à estrutura da PS Home.



E você?
Piratear ou não, eis a questão


Mais uma vez, é a opinião dos usuários que importa à equipe TecMundo Games. Você acredita que a pirataria é algo completamente errado e deveria ser erradicada? Ou você acha que todos aqueles que burlam o DRM (Digital Rights Management) e outros tipos de direitos autorais estão agindo de forma correta?


Yo-ho-ho, e uma garrafa de rum!
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