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Mergulho em águas rasas

schedule17/05/2011, às 16:06

Responda rápido: o que é necessário para que um jogo seja bom? Embora estejamos tão acostumados a pegar o controle a passar horas em frente ao console, essa pergunta não é tão simples de ser resolvida quanto pensamos. Muitos vão citar gráficos, enquanto outros dirão que preferem uma boa história e vários outros elementos.

Particularmente, ouso dizer que é o conjunto de tudo isso que vai fazer um título se diferenciar de outro, fazendo com que você mergulhe na trama e naquele universo apresentado. É a imersão proporcionada que vai ditar o grau de diversão daquela obra. Quantas vezes você não se sentiu fazendo parte do game por conta de seu visual ultrarrealista ou de sua narrativa envolvente?

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Existem vários exemplos que ilustram bem a questão – seja para bem ou para mal. Porém, é normal imaginarmos que há apenas dois tipos de introdução na obra: aquelas que “engolem” o jogador e as que falham ao tentar fazer isso. No entanto, o que dizer de jogos que conseguem ser as duas coisas ao mesmo tempo?

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É o caso de Hydrophobia Prophecy, desenvolvido pela Dark Energy Digital para PlayStation 3 e PCs. O título consegue, em determinados momentos, trazer uma experiência muito imersiva e empolgante, mas falha ao tentar fazer com que o jogador entre na história. É o típico caso em que uma característica consegue ser melhor que o todo.

Ecoterrorismo

O jogo se passa em um futuro não muito distante em que a população cresceu consideravelmente, fazendo com que os problemas sociais já existentes se agravassem a ponto de obrigar a humanidade a criar comunidades isoladas em alto mar, principalmente por conta da baixa oferta de alimentos. Desse modo, somos levados à embarcação Queen of the World, que abriga um bom número de pessoas, inclusive a engenheira de sistema Kate Wilson.

O que deveria ser um dia de trabalho comum para a moça se transforma em um caos após o ataque terrorista de um grupo denominado New Malthusian. Defensores das ideias de Thomas Malthus – economista britânico que, no início do século XIX, acreditava que era necessário ter controle sobre o crescimento populacional a fim de evitar a escassez de comida –, eles iniciam uma série de ações criminosas para “condenar” os responsáveis pela crise mundial.

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Por estarmos falando de um navio em meio ao oceano, a investida faz com que o local seja invadido pela água, sendo que os sistemas de segurança e de sobrevivência são, gradativamente, danificados e desativados – o que faz com que Kate tenha de correr contra o tempo para salvar todos os tripulantes da “Rainha do Mundo”.

Hydrophobia Prophecy não é um jogo ruim, mas também não consegue se destacar em meio ao mar de outros grandes títulos – perdoem o trocadilho. Mesmo trazendo uma água com física aprimorada e uma imersão fantástica nos momentos de mergulho, o game não empolga. A história é fraca e demasiadamente curta, o que faz com que todo o potencial existente seja simplesmente jogado fora.

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