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The BRIEF

Número de brasileiros trabalhando em apps aumenta 170% e alcança 2,1 milhões

Última década fez com que as plataformas digitais se tornassem relevante para a economia, mas resultou em precarização do trabalho.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule26/09/2025, às 13:30

updateAtualizado em 02/03/2026, às 08:33

Fonte:

Dados do Banco Central (BC) mostram que o número de pessoas trabalhando por aplicativos aumentou 170% desde 2015. O levantamento faz parte do Relatório de Política Monetária, que foi divulgado na última quinta-feira (25), e indica que mais de 2 milhões de pessoas atuam nessa área.

Segundo o relatório, há dez anos o número de pessoas trabalhando em apps de entrega e transporte era de 770 mil, mas agora a quantidade subiu para cerca de 2,1 milhões de pessoas. No entanto, essa mudança no hábito trabalhista impactou fortemente os níveis de ocupação e desocupação na força de trabalho.

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Em todos os cenários analisados pela instituição, a ocupação é diretamente afetada. Caso as plataformas não existissem, é provável que haveria uma alta entre 0,6 e 1,2% no desemprego, fazendo o nível sair dos atuais 4,3% para até 5,5% em uma realidade em que os apps de entrega não existem.

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Mortoristas por aplicativo representam boa parte da categoria (Imagem: GettyImages)

Contribuição e precarização para o trabalho

Uma das principais conclusões do BC é que a chegada desses aplicativos contribuiu para o mercado de trabalho. As plataformas foram responsáveis pelo maior ingresso de pessoas na força de trabalho e ocupação, com efeitos positivos em indicadores socioeconômicos.

  • Apesar dos impactos na economia, a discussão sobre a precarização do trabalho também aflorou no período;
  • Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que as jornadas de trabalho aumentaram e a renda média diminuiu;
  • Entre 2012 e 2015, o rendimento médio dos trabalhadores ficavam em torno de R$ 3,1 mil, mas em 2022 era inferior aos R$ 2,4 mil;
  • A contribuição previdenciária dos motoristas por aplicativo caiu de 47,8%, em 2025, para somente 24,8%, em 2022.

Mesmo com a relevância da categoria, as análises demonstram que a pobreza trabalhista aumentou. Ainda assim, o BC aponta que a modalidade se tornou um segmento bem relevante para a economia brasileira.

Para mais informações sobre pesquisas e aplicativos, fique de olho no site do TecMundo para não perder nada. 

Perguntas Frequentes

Quantas pessoas trabalham em aplicativos no Brasil atualmente?
Atualmente, mais de 2,1 milhões de pessoas trabalham em aplicativos de entrega e transporte no Brasil.
Qual foi o aumento percentual no número de trabalhadores de aplicativos desde 2015?
Houve um aumento de 170% no número de pessoas trabalhando por aplicativos desde 2015.
Qual seria o impacto no desemprego se as plataformas de aplicativos não existissem?
Caso as plataformas de aplicativos não existissem, o desemprego poderia aumentar entre 0,6 e 1,2%, elevando o nível de desemprego dos atuais 4,3% para até 5,5%.
Quais são os efeitos positivos das plataformas de aplicativos no mercado de trabalho?
As plataformas de aplicativos contribuíram para o aumento da força de trabalho e ocupação, gerando efeitos positivos em indicadores socioeconômicos.
O que é precarização do trabalho e como está relacionada aos aplicativos?
Precarização do trabalho refere-se à deterioração das condições de trabalho, como falta de direitos trabalhistas e segurança. A discussão sobre precarização aumentou com o crescimento do trabalho por aplicativos.
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