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The BRIEF

Como falar com milhões sem soar robótico: o novo desafio das marcas

No marketing de escala, a IA se torna aliada essencial para a hiperpersonalização, garantindo que as marcas falem com milhões de forma humana e relevante.

Avatar do(a) autor(a): Igor Lopes - Colunista

schedule30/10/2025, às 18:45

updateAtualizado em 30/10/2025, às 19:05

As grandes marcas vivem um paradoxo: quanto mais dados têm sobre seus consumidores, mais difícil se torna parecer humana. Com bilhões de notificações, e-mails e mensagens circulando todos os dias, encontrar o tom certo entre relevância e invasão virou arte — e ciência.

“Não é sobre mandar mais mensagens, é sobre mandar as certas”, explica John Hyman, CTO e cofundador da Braze, em entrevista para o The BRIEF. O Zé Delivery, bem conhecido entre os brasileiros, é um bom exemplo citado pelo executivo.

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Ele identifica fãs de futebol e sugere antecipar o pedido de cerveja antes da partida começar. O recado chega na hora exata, sem ser incômodo, e ainda garante que ninguém fique sem bebida no meio do jogo.

Esse tipo de comunicação é o que o mercado vem chamando de hiperpersonalização: entender o comportamento individual de cada cliente e adaptar o conteúdo, o canal e o momento da mensagem em tempo real. A diferença agora é que a Inteligência Artificial está permitindo fazer isso em escala, com milhões de pessoas ao mesmo tempo.

Segundo Hyman, a IA já consegue decidir o melhor horário para cada pessoa receber uma notificação, o formato mais eficaz e até o ritmo ideal para não causar fadiga. “A grande virada está em usar tecnologia para criar proximidade, não distância”, comenta.

O tema ganha relevância à medida que consumidores ficam mais exigentes e, também, mais impacientes. Marcas que abusam da frequência ou erram o tom correm o risco de serem ignoradas (ou bloqueadas).

Outras, que acertam na medida, transformam simples mensagens em experiências memoráveis.

Em um mundo de automações e algoritmos, o futuro do marketing parece caminhar para o básico: entender gente. Só que agora, com a ajuda da IA.

Confira a entrevista completa a seguir:

Perguntas Frequentes

O que é hiperpersonalização no marketing?
Hiperpersonalização é a prática de adaptar o conteúdo, o canal e o momento da mensagem com base no comportamento individual de cada cliente, em tempo real. Com o uso da Inteligência Artificial, essa abordagem pode ser aplicada em escala, permitindo que marcas se comuniquem de forma relevante com milhões de pessoas ao mesmo tempo.
Como a Inteligência Artificial ajuda as marcas a parecerem mais humanas?
A IA permite que as marcas escolham o melhor horário, formato e frequência para enviar mensagens personalizadas, evitando a fadiga do consumidor. Em vez de criar distância, a tecnologia é usada para gerar proximidade, tornando a comunicação mais relevante e menos invasiva.
Por que é difícil para grandes marcas manterem um tom humano na comunicação?
Apesar de terem muitos dados sobre seus consumidores, as grandes marcas enfrentam o desafio de não parecerem robóticas. Com o alto volume de mensagens circulando diariamente, encontrar o equilíbrio entre relevância e invasão se tornou uma tarefa complexa, que exige sensibilidade e tecnologia.
Qual é o risco de errar na frequência ou no tom das mensagens?
Marcas que exageram na quantidade de mensagens ou não acertam o tom correm o risco de serem ignoradas ou até bloqueadas pelos consumidores. Em um cenário de alta exigência e impaciência, a comunicação precisa ser precisa e bem calibrada.
Como o Zé Delivery utiliza a hiperpersonalização com sucesso?
O Zé Delivery identifica consumidores que são fãs de futebol e envia sugestões para antecipar o pedido de cerveja antes do início das partidas. A mensagem chega no momento certo, sem ser incômoda, e garante uma experiência positiva ao evitar que o cliente fique sem bebida durante o jogo.
Qual é a principal mudança trazida pela IA no marketing de escala?
A principal mudança é a capacidade de aplicar a hiperpersonalização em larga escala. A IA permite que milhões de pessoas recebam mensagens personalizadas de forma simultânea, com base em dados comportamentais, sem perder o tom humano e relevante.
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