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Nubank vai mudar de nome? Entenda nova regra do BC para fintechs

Instituições financeiras que não tenham autorização para operar como banco precisarão retirar termos como "banco" e "bank" de seus nomes, o que pode afetar o Nubank.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule01/12/2025, às 18:00

updateAtualizado em 01/12/2025, às 18:46

Uma nova regra do Banco Central (BC), divulgada na última sexta-feira (28), proíbe instituições financeiras que não possuem autorização para funcionar como bancos tradicionais de utilizarem termos como “banco” ou “bank” em seus nomes. A restrição deve afetar principalmente as fintechs, entre as quais o Nubank.

Passando a valer imediatamente, a norma faz parte de um conjunto de medidas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e objetiva impedir o uso inadequado da nomenclatura. As empresas impactadas terão prazo de 120 dias para apresentar um plano de adequação, com a adaptação podendo acontecer em até um ano.

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Por que o BC proibiu uso das palavras “banco” e “bank”?

Inclusa na Resolução Conjunta 17/2025, a determinação para a padronização da nomenclatura ajudará a diminuir riscos de interpretação errada pelos usuários, de acordo com a autoridade monetária. A ideia é melhorar a transparência quanto aos serviços autorizados para cada empresa.

  • “Será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”, explicou o BC, em comunicado;
  • Fintechs e empresas de tecnologia que trabalham com serviços financeiros são os principais alvos da medida;
  • Apesar de oferecerem serviços bancários, elas geralmente têm autorização para operar como instituição de pagamento, em vez de licença específica para banco;
  • Essa proibição contempla nome empresarial, nome de fantasia, marca, domínio de internet e as demais formas de comunicação com o público.
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Clientes especulam que o banco digital adotará o nome “Nu”, já conhecido do público. (Imagem: Nubank/Divulgação)

Mas há uma exceção para a restrição. As fintechs que fazem parte de conglomerados financeiros poderão manter a nomenclatura atual, desde que pelo menos uma das instituições da organização possua autorização do órgão regulador para atuar como banco tradicional.

O Banco Central destaca, ainda, que a mudança foi influenciada pelos avanços recentes das fintechs, refletindo a necessidade de atualização das medidas regulatórias em meio aos novos modelos de negócio que estão surgindo no setor financeiro.

Nubank vai mudar de nome?

Estima-se que de 15 a 20 instituições financeiras sejam afetadas pela proibição dos termos “banco” e “bank”. A mais conhecida delas é o Nubank, que tem liberação para operar como sociedade de crédito, corretora de valores e instituição de pagamento, ou seja, precisará alterar o nome, em teoria.

O banco digital informou que está analisando a medida, mas ressaltou que a nova regra afeta somente o nome da instituição. “Nossas operações e a oferta de nossos produtos e serviços seguem normalmente, sem nenhum impacto para os clientes”, disse a fintech, em nota.

Conforme a Folha de S.Paulo, uma das possibilidades avaliadas pelo Nubank é a compra de um banco de menor porte, o que faria a empresa entrar na lista de exceção. Nas redes sociais, clientes apontam que o uso cada vez maior da expressão “Nu” para se referir à instituição dá pistas sobre o que está por vir.

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Perguntas Frequentes

O que mudou com a nova regra do Banco Central sobre nomes de instituições financeiras?
O Banco Central passou a proibir que instituições financeiras sem autorização para operar como bancos utilizem os termos “banco” ou “bank” em seus nomes. A medida visa evitar interpretações equivocadas por parte dos usuários e aumentar a transparência sobre os serviços que cada empresa está autorizada a oferecer.
Quais empresas serão afetadas por essa nova norma?
A regra afeta principalmente fintechs e empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, mas que não possuem licença específica para atuar como bancos. Estima-se que entre 15 e 20 instituições sejam impactadas, incluindo o Nubank.
O Nubank vai precisar mudar de nome?
Em teoria, sim. O Nubank não possui autorização para operar como banco tradicional, sendo classificado como sociedade de crédito, corretora de valores e instituição de pagamento. Por isso, estaria sujeito à nova regra. No entanto, a empresa está analisando a medida e ainda não confirmou mudanças.
Existe alguma exceção à proibição do uso de “banco” ou “bank”?
Sim. Fintechs que fazem parte de conglomerados financeiros podem manter os termos em seus nomes, desde que pelo menos uma das instituições do grupo tenha autorização para funcionar como banco tradicional.
Qual é o prazo para as empresas se adequarem à nova regra?
As instituições afetadas têm 120 dias para apresentar um plano de adequação. A mudança efetiva no nome pode ocorrer em até um ano após a publicação da norma.
Essa mudança afeta os serviços oferecidos pelo Nubank?
Não. Segundo comunicado da própria empresa, a nova regra afeta apenas o nome da instituição. As operações, produtos e serviços continuarão funcionando normalmente, sem impacto para os clientes.
O que o Nubank pode fazer para manter seu nome atual?
Uma das possibilidades avaliadas é a compra de um banco de menor porte. Com isso, o Nubank passaria a integrar um conglomerado financeiro com autorização para operar como banco, o que o colocaria na exceção prevista pela norma.
Por que o Banco Central decidiu implementar essa regra agora?
A decisão foi motivada pelos avanços recentes das fintechs e pela necessidade de atualizar a regulação diante dos novos modelos de negócio no setor financeiro. A medida busca garantir que os consumidores compreendam claramente o tipo de instituição com a qual estão lidando.
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