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The BRIEF

Plano de reestruturação dos Correios prevê demissões e fechamento de agências

A ECT também solicitou um empréstimo de R$ 12 bilhões para a quitação de dívidas, acumuladas após 12 trimestres consecutivos de prejuízos.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule29/12/2025, às 18:30

updateAtualizado em 28/01/2026, às 14:15

A diretoria dos Correios apresentou hoje (29) um plano de reestruturação que objetiva reverter os prejuízos acumulados pela estatal durante os últimos 12 trimestres. Entre as medidas, estão a redução de gastos com pessoal, o fechamento de aproximadamente 1 mil agências em todo o Brasil e a venda de imóveis.

O plano também inclui a solicitação de empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, dos quais R$ 10 bilhões devem estar disponíveis até a próxima quarta-feira (31). A ideia é iniciar a recuperação financeira da empresa a partir de 2026, voltando a dar lucro no ano seguinte.

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Redução de despesas e aumento de receitas

Planejando economizar em torno de R$ 2 bilhões nas despesas com pessoal, os Correios devem anunciar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode atingir até 15 mil funcionários. Neste tipo de solução, a empresa oferece um pacote de benefícios para que o contratado entre em acordo sobre a sua saída.

  • O PDV pode resultar em 10 mil desligamentos em 2026 e 5 mil em 2027, gerando corte de 18% na folha de pagamentos;
  • Para a redução de despesas, também foi incluído o fechamento de 1 mil unidades de atendimento da estatal em todo o território nacional, com foco nas agências que dão prejuízo;
  • Já a venda de imóveis não operacionais pode render cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres da companhia;
  • Outra medida incluída no plano de reestruturação dos Correios é a reformulação do plano de saúde dos funcionários, com a redução de R$ 500 milhões anuais.
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Trabalhadores dos Correios entraram em greve perto do Natal, em alguns estados. (Imagem: Leila Melhado/Getty Images)

Na tentativa de alavancar as receitas, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vai buscar novas estratégias, como a ampliação de parcerias com o setor privado. Afetado pelo programa Remessa Conforme, o faturamento da estatal tem apresentado queda desde 2024.

Quanto ao empréstimo fornecido por Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a ideia é usar a quantia para quitar dívidas e trazer alívio ao caixa, diante da falta de recursos. Com garantia da União e carência de três anos, o acordo tem validade até 2040.

Vale lembrar que trabalhadores da ECT estão em greve desde o último dia 16, movimento que ganhou força às vésperas do Natal. Nesta segunda-feira (29), uma nova rodada de negociação está prevista para resolver as divergências entre a estatal e os funcionários.

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Perguntas Frequentes

Por que os Correios estão passando por uma reestruturação?
A reestruturação foi motivada pelos prejuízos acumulados durante 12 trimestres consecutivos. O objetivo é recuperar a saúde financeira da estatal e retomar a lucratividade a partir de 2026.
Quais medidas estão previstas no plano de reestruturação dos Correios?
O plano inclui a redução de despesas com pessoal, fechamento de cerca de 1 mil agências, venda de imóveis não operacionais, reformulação do plano de saúde dos funcionários e a solicitação de um empréstimo de R$ 12 bilhões.
O que é o Programa de Demissão Voluntária (PDV) proposto pelos Correios?
O PDV é uma iniciativa que oferece benefícios para que funcionários aceitem sair da empresa de forma voluntária. A previsão é de até 15 mil desligamentos, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027, o que representaria uma redução de 18% na folha de pagamento.
Quantas agências dos Correios devem ser fechadas e com base em que critérios?
O plano prevê o fechamento de aproximadamente 1 mil agências em todo o Brasil. A prioridade será encerrar unidades que operam com prejuízo, como forma de reduzir custos operacionais.
Qual é o valor do empréstimo solicitado pelos Correios e para que será utilizado?
A estatal solicitou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos. Desses, R$ 10 bilhões devem estar disponíveis até o dia 31. O valor será usado para quitar dívidas acumuladas e viabilizar a recuperação financeira da empresa.
Como a venda de imóveis contribuirá para a reestruturação dos Correios?
A venda de imóveis considerados não operacionais pode gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receita para os Correios, contribuindo para o equilíbrio financeiro da estatal.
O que muda no plano de saúde dos funcionários com a reestruturação?
O plano de saúde dos funcionários passará por uma reformulação que visa reduzir os custos da empresa em R$ 500 milhões por ano, como parte das medidas de contenção de despesas.
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