Membros da DOGE (Departamento de Eficiência Governamental) podem ter acessado e compartilhado dados sensíveis da Social Security Administration (SSA) com um servidor externo, segundo documentos do Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos publicados na terça (20). O material indica que o objetivo do acesso era analisar possíveis fraudes eleitorais para tentar reverter resultados das eleições em determinados estados.
A solicitação para a análise partiu de um grupo de defesa política, que requisitou o cruzamento de cadastros eleitorais obtidos. A movimentação levanta questionamentos sobre o uso de dados públicos para fins políticos e sobre a segurança das informações sob custódia de órgãos federais.
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De acordo com os documentos, um funcionário da DOGE integrado à SSA assinou um termo de compartilhamento de dados com o grupo, batizado de “Voter Data Agreement”. Os detalhes do acordo não foram divulgados, e não está claro quais tipos de dados foram efetivamente repassados.
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Os dois funcionários da DOGE envolvidos no compartilhamento podem ter violado a Hatch Act, uma lei federal dos EUA que restringe a atuação política de servidores públicos. O texto legal proíbe o uso da posição institucional para influenciar processos eleitorais ou campanhas.
Não há indícios de que membros da SSA que não fazem parte da DOGE tinham conhecimento do acordo ou do eventual envio de dados a servidores externos. A própria agência afirmou não conseguir determinar exatamente quais informações foram compartilhadas, tampouco se os registros ainda permanecem armazenados fora de seus sistemas.
Histórico de bloqueios e denúncias
Em 2025, um juiz federal determinou o bloqueio do acesso da DOGE aos sistemas da SSA. A decisão incluiu bases extremamente sensíveis, como números de seguro social (SSNs, equivalentes ao CPF no Brasil), histórico médico e dados de carteira de habilitação.
Até o momento, nem o governo dos Estados Unidos nem representantes oficiais da SSA se manifestaram publicamente sobre o caso.
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