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Segurança

Nova versão de malware com backdoor integrado deixa milhares de Macs em risco

A campanha maliciosa direcionada aos usuários do computador da Apple já fez vítimas em pelo menos 120 países, incluindo EUA e Reino Unido.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule09/07/2025, às 15:00

updateAtualizado em 18/07/2025, às 10:15

Uma nova versão do Atomic macOS Stealer (AMOS), malware que mira o sistema operacional da Apple, ganhou um backdoor integrado que oferece acesso persistente ao dispositivo e coloca milhares de Macs em risco. A atualização do programa malicioso foi identificada pela Moonlock, que divulgou detalhes na última sexta-feira (4).

De acordo com os pesquisadores da divisão de cibersegurança da MacPaw, o novo componente tornou o infostealer mais perigoso, deixando o caminho aberto para que os invasores executem comandos remotamente, obtendo controle total sobre o dispositivo. Trata-se da versão mais avançada do malware descoberta até então.

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Usuários de Macs devem ficar atentos para não se tornarem vítimas da nova versão do malware. (Imagem: Getty Images)

Quais são as capacidades do novo Atomic macOS Stealer?

Detectado pela primeira vez em abril de 2023, este malware para macOS tem evoluído ao longo do tempo, adquirindo novas capacidades. Anteriormente, ele se concentrava na coleta de dados de extensões de navegadores relacionadas a carteiras de criptomoedas, credenciais de acesso, tokens de autenticação e outras informações.

  • Nesta variante mais recente, o AMOS passou a permitir a execução remota de comandos arbitrários, concedendo acesso total ao computador comprometido;
  • Com isso, os invasores podem realizar os mais variados tipos de atividades ilícitas na máquina, como monitorar as teclas digitadas e instalar mais softwares maliciosos;
  • Ele possui ferramentas avançadas para evitar a detecção, tornando difícil identificar a sua presença no sistema;
  • O invasor continua acessando a máquina à distância mesmo após a reinicialização do Mac, segundo o relatório, podendo impactar a vítima durante um longo período;
  • A nova versão do Atomic macOS Stealer está sendo distribuída por meio de sites de softwares crackeados e, principalmente, em ataques de phishing direcionados;
  • Além dos usuários de criptomoedas, pessoas em busca de emprego estão entre os alvos.

Nos falsos convites de entrevista de emprego utilizados na operação, a vítima é induzida a digitar a senha do sistema para ativar o compartilhamento de tela durante a videoconferência com os supostos recrutadores. A partir daí, os cibercriminosos realizam a instalação do backdoor persistente no Mac.

A campanha, que possui semelhanças com ações de hackers ligados à Coreia do Norte, alcançou mais de 120 países, conforme os pesquisadores de segurança. Usuários de macOS nos Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido e Itália estão entre os maiores alvos.

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O malware para macOS vem ganhando novas funcionalidades nos últimos meses. (Imagem: Moonlock/Reprodução)

Como se proteger?

O primeiro passo para manter seu Mac protegido desta e de outras ameaças virtuais é manter o sistema operacional atualizado, instalando os udpates de segurança disponibilizados pela Apple. Eles corrigem brechas que podem ser exploradas nos ataques cibernéticos, reforçando a proteção do dispositivo.

Também é importante ter cuidado ao baixar softwares, optando sempre pelas fontes oficiais, já que uma das formas de distribuição do AMOS é por meio de programas pirateados. Além disso, evite clicar em links enviados por desconhecidos em supostas ofertas de emprego.

Usar ferramentas de segurança confiáveis, criar senhas fortes e habilitar camadas adicionais de segurança para proteger suas contas, como a autenticação de dois fatores, são outras dicas que podem ajudar a manter os agentes maliciosos distantes.

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Perguntas Frequentes

O que é o Atomic macOS Stealer (AMOS) e por que ele representa um risco?
O Atomic macOS Stealer (AMOS) é um malware voltado para o sistema operacional da Apple, o macOS. Ele foi detectado pela primeira vez em abril de 2023 e tem evoluído desde então. A versão mais recente inclui um backdoor integrado, que permite acesso remoto e persistente ao dispositivo, colocando milhares de Macs em risco ao possibilitar que invasores executem comandos e controlem completamente o computador infectado.
Quais são as novas capacidades da versão atualizada do AMOS?
A nova versão do AMOS permite a execução remota de comandos arbitrários, o que dá aos cibercriminosos controle total sobre o Mac comprometido. Ela também inclui mecanismos para evitar a detecção, continua ativa mesmo após a reinicialização do sistema e pode ser usada para monitorar teclas digitadas, instalar outros malwares e realizar diversas atividades ilícitas.
Como o malware está sendo distribuído?
O AMOS está sendo disseminado principalmente por meio de sites que oferecem softwares crackeados e em campanhas de phishing. Um dos métodos mais usados envolve falsos convites para entrevistas de emprego, nos quais a vítima é induzida a digitar sua senha do sistema para ativar o compartilhamento de tela, permitindo a instalação do backdoor.
Quem são os principais alvos dessa campanha maliciosa?
Os principais alvos incluem usuários de criptomoedas e pessoas em busca de emprego. A campanha já atingiu vítimas em mais de 120 países, com destaque para Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido e Itália.
O que é um backdoor e por que ele é perigoso?
Um backdoor é uma funcionalidade oculta que permite acesso remoto a um sistema sem o conhecimento do usuário. No caso do AMOS, o backdoor é persistente, ou seja, continua ativo mesmo após reinicializações, permitindo que os invasores mantenham o controle do dispositivo por tempo indeterminado.
Como posso me proteger contra o AMOS e outras ameaças semelhantes?
Para se proteger, é essencial manter o macOS sempre atualizado com os patches de segurança da Apple. Evite baixar softwares de fontes não oficiais e desconfie de links e mensagens de desconhecidos, especialmente em ofertas de emprego. Também é recomendável usar ferramentas de segurança confiáveis, criar senhas fortes e ativar a autenticação de dois fatores nas contas online.
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