Logo TecMundo
Segurança

FGV sofre vazamento de 1,52 TB em suposto ataque cibernético do grupo Dragonforce

O TecMundo teve acesso aos documentos de amostra; FGV não tem, até o momento, confirmação de invasão. Dados teriam sido comprometidos pelo grupo Dragonforce, especializado em ataques de sequestro de dados.

Avatar do(a) autor(a): Adriano Camacho

schedule02/03/2026, às 12:10

updateAtualizado em 03/03/2026, às 11:23

A Fundação Getulio Vargas é a nova suposta vítima do grupo Dragonforce, especializado em ataques de sequestro de dados. O anúncio feito no site oficial dos cibercriminosos na Dark Web relata o suposto comprometimento de 1,52 TB em dados, além de também incluir imagens de documentos como prova. 

Em resposta ao TecMundo, a FGV afirma que não tem, até o momento, confirmação de invasão. O posicionamento na íntegra pode ser lido abaixo.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

Publicado nesta segunda-feira (2), o anúncio dá sequência ao recente histórico de incidentes cibernéticos na Fundação Getulio Vargas. Entre os dias 19 e 20 de fevereiro, a instituição de ensino que abriga mais três mil alunos teria sofrido um ataque aos seus sistemas, que provocou instabilidade nos dias seguintes. Na ocasião, não foi esclarecida a causa do problema, especulada como um ataque de negação de serviço (DDoS), se teve os sistemas trancados por um sequestro de dados.

fgv-proposta.jpg
Documento supostamente vazado da Fundação Getulio Vargas, censurado pelo TecMundo. (Fonte: Adriano Camacho, TecMundo)

Como é costumeiro em casos similares, há um contador marcando dez dias para a liberação dos arquivos após chantagem – prazo que também representa o período disponível para pagar o ‘resgate’ pelas informações.

Embora o anúncio do grupo Dragonforce sugira uma explicação plausível para o incidente anterior, ainda não é possível confirmar a correlação direta entre os casos. 

 

Posicionamento oficial da FGV

Em resposta ao TecMundo, a Fundação Getulio Vargas afirmou:

  • “A FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (FGV), como já informado, sofreu instabilidades em alguns de seus provedores, o que já foi regularizado. A FGV não tem, até o momento, confirmação de invasão de algum sistema ou de subtração de dados de seus arquivos eletrônicos, não se prestando para tal fim mensagens ou postagens de rede pautada pela clandestinidade e anonimato.

    As equipes de segurança digital da FGV continuam atuantes e empenhadas em adotar as melhores práticas para resguardar os arquivos da instituição, bem como para identificar e buscar a responsabilização em caso de qualquer tentativa de violação.”

Quais dados teriam vazado da Fundação Getúlio Vargas?

Na publicação do grupo Dragonforce, há poucos detalhes sobre o que teria sido obtido no suposto comprometimento de dados. Entre os documentos anexados, há o que parecem ser formulários de inscrição para estagiários, registros de eventos de pessoal e propostas de projetos variados.

fgv-proposta-2.jpg
Documento supostamente vazado da Fundação Getulio Vargas, censurado pelo TecMundo. (Fonte: Adriano Camacho, TecMundo)

Nos detalhes de alguns dos anexos, é possível verificar a exposição dos seguintes dados pessoais:

  • Nomes completos;
  • Datas de nascimento;
  • Números de identificação nacional (RG) e identificação fiscal (CPF);
  • Endereços físicos;
  • Endereços de e-mail;
  • Números de telefone;
  • Detalhes da conta bancária;
  • Informações salariais dos funcionários e cargos;
  • Registros acadêmicos de estudantes e informações de bolsas de estudo;
  • Documentos administrativos internos e contratos legais.

Conhecido no Brasil pelo incidente envolvendo a C&M Software, intermediária do Pix, o grupo Dragonforce não divulgou os valores de resgate para o suposto sequestro de dados da Fundação Getulio Vargas.

star

Continue por aqui