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Segurança

Hackers usam extensões maliciosas para vazar dados de chats com IA

Um novo método de ciberataque, "Man in the Prompt", abusa da estrutura da página de chatbots com IA para extrair informações confidenciais de empresas

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule31/07/2025, às 15:30

updateAtualizado em 11/03/2026, às 08:59

Um novo método de ciberataque está circulando por aí, e o alvo da vez são os usuários de chatbots com inteligência artificial. Conhecida como "Man in the Prompt", a estratégia usa extensões maliciosas instaladas no navegador para injetar comandos ocultos em interações com IAs como ChatGPT, Gemini, Copilot e Claude.

O ataque explora a estrutura da interface dos chatbots, o nível de privilégios concedido a extensões do navegador e a confiança dos usuários nessas ferramentas. Com isso, os cibercriminosos conseguem inserir comandos ocultos nos prompts enviados à IA e extrair informações sensíveis das respostas fornecidas.

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Como acontece o ataque “Man in the Prompt”?

Segundo a empresa de segurança cibernética LayerX, o funcionamento do ataque ocorre da seguinte forma:

  • O navegador da vítima é infectado com uma extensão maliciosa;
  • Essa extensão possui permissões para acessar o conteúdo das páginas carregadas (área conhecida como Document Object Model, ou DOM);
  • O malware é capaz de interceptar e alterar os prompts enviados a chatbots populares;
  • Também consegue extrair as respostas exibidas na tela, mesmo quando essas respostas deveriam estar restritas ao usuário.

A técnica é inofensiva em situações simples, como tirar dúvidas rápidas ou revisar conteúdos genéricos. No entanto, o cenário muda completamente no ambiente corporativo, onde chatbots são usados como ferramentas auxiliares em tarefas sensíveis e estratégicas. É nesse contexto que o “Man in the Prompt” representa uma ameaça significativa.

Vulnerabilidade importante para empresas que usam IA

No meio empresarial, as IAs podem acessar dados confidenciais, documentos restritos e processos internos. Por meio da exploração, hackers podem capturar essas informações e utilizá-las para espionagem ou outros tipos de ataques direcionados, aproveitando a confiança do usuário e a integração dos modelos de linguagem à rotina de trabalho.

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Com esse método, o cibercriminoso pode usar extensões maliciosas para extrair informações confidenciais fornecidas aos chatbots com IA. (Fonte: LayerX/Reprodução)

“O exploit foi testado em todos os LLMs comerciais, com provas de conceito demonstradas no ChatGPT e no Gemini”, afirmou a LayerX. “A implicação para as organizações é que, à medida que se tornam mais dependentes de ferramentas de IA, esses LLMs, especialmente os treinados com dados sensíveis, podem se tornar verdadeiros copilotos de hackers na extração de informações corporativas sigilosas.”

A recomendação da LayerX é revisar as políticas de monitoramento de atividade no navegador. Extensões com permissões amplas devem ser observadas com atenção. Além disso, assim como qualquer software, extensões devem ser avaliadas e aprovadas pela equipe de TI, principalmente em ambientes de trabalho.

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Perguntas Frequentes

O que é o ataque "Man in the Prompt"?
O "Man in the Prompt" é um método de ciberataque que utiliza extensões maliciosas no navegador para injetar comandos ocultos em interações com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini, Copilot e Claude, a fim de extrair informações confidenciais.
Como funciona o ataque "Man in the Prompt"?
O ataque ocorre quando o navegador da vítima é infectado com uma extensão maliciosa que possui permissões para acessar o conteúdo das páginas carregadas. Essa extensão intercepta e altera os prompts enviados aos chatbots e extrai as respostas exibidas na tela, mesmo quando deveriam ser restritas ao usuário.
Quais são os riscos do ataque "Man in the Prompt" no ambiente corporativo?
No ambiente corporativo, onde chatbots são usados para tarefas sensíveis e estratégicas, o "Man in the Prompt" representa uma ameaça significativa, pois pode levar ao vazamento de informações confidenciais e estratégicas das empresas.
Por que os chatbots são alvos desse tipo de ataque?
Os chatbots são alvos porque a estrutura de suas interfaces, o nível de privilégios concedido a extensões do navegador e a confiança dos usuários nessas ferramentas são explorados pelos cibercriminosos para inserir comandos ocultos e extrair informações sensíveis.
O que é o Document Object Model (DOM) mencionado no contexto do ataque?
O Document Object Model (DOM) é uma área que representa a estrutura de um documento HTML ou XML carregado no navegador. No contexto do ataque, a extensão maliciosa acessa o DOM para interceptar e alterar os prompts enviados aos chatbots.
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