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PF prende suspeitos de envolvimento em fraudes bilionárias usando Pix

Oito pessoas suspeitas de compor uma organização criminosa foram presas; o grupo é suspeito de envolvimento em fraudes que somam R$ 1,2 bilhão.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule15/09/2025, às 12:00

updateAtualizado em 16/09/2025, às 12:17

A Polícia Federal prendeu, na sexta-feira (12), oito pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa responsável por fraudes envolvendo o Pix. Segundo a investigação, o esquema já teria causado um prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão ao sistema financeiro.

No local das prisões, agentes encontraram uma estação de trabalho roubada da Caixa Econômica Federal, equipamento com acesso privilegiado ao sistema da instituição — incluindo senhas e funcionalidades ligadas ao Pix. O computador, segundo as autoridades, havia sido furtado de uma agência no Brás, região central de São Paulo, e levado para outro imóvel, onde o grupo foi localizado.

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Foi encontrada uma estação de trabalho roubada da Caixa no imóvel dos suspeitos. (Fonte: G1/Reprodução)

Quem são os presos

Foram detidos:

  • José Elvis dos Anjos Silva;
  • Fernando Vieira da Silva;
  • Rafael Alves Loia;
  • Marcos Vinícius dos Santos;
  • Klayton Leandro Matos de Paulo;
  • Guilherme Marques Peixoto;
  • Nicollas Gabriel Pytlak;
  • Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha.

Os suspeitos têm idades entre 22 e 46 anos. As prisões em flagrante foram confirmadas pela Justiça Federal durante audiência de custódia e convertidas em prisão preventiva.

Fraudes bilionárias e investigação

De acordo com a PF, o grupo estaria envolvido em desvios de grandes proporções, incluindo:

  • Um ataque contra o BMP em junho, que gerou um prejuízo de R$ 800 milhões;
  • Uma invasão recente à plataforma de tecnologia ligada ao Pix, com desvio de cerca de R$ 400 milhões.

Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que um dos integrantes assumiu ter invadido o sistema da Sinqia, redirecionando transferências do banco HSBC e da instituição financeira Artta. A PF agora apura se houve participação de funcionários de instituições financeiras.

Defesa e acusações

A advogada Silvia de França Gonçalves, representante de Rafael Alves e José Elvis, disse à GloboNews que seus clientes não participaram dos crimes atribuídos pela PF e que “não há indícios de autoria” contra eles. Durante a audiência, todos os investigados negaram envolvimento e afirmaram ter sido alvo de violência policial no momento das prisões.

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Perguntas Frequentes

O que motivou a prisão dos suspeitos pela Polícia Federal?
Os oito suspeitos foram presos por supostamente integrarem uma organização criminosa envolvida em fraudes bilionárias utilizando o sistema de pagamentos Pix. A investigação aponta que o grupo causou um prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão ao sistema financeiro.
Como os criminosos teriam conseguido acesso ao sistema da Caixa Econômica Federal?
Durante as prisões, a Polícia Federal encontrou uma estação de trabalho roubada da Caixa Econômica Federal, com acesso privilegiado ao sistema da instituição, incluindo senhas e funcionalidades do Pix. O equipamento havia sido furtado de uma agência no Brás, em São Paulo, e levado para o local onde os suspeitos foram localizados.
Quais foram os principais ataques atribuídos ao grupo?
Segundo a PF, o grupo está ligado a dois grandes ataques: um contra o BMP, em junho, que resultou em um prejuízo de R$ 800 milhões, e outro contra uma plataforma de tecnologia ligada ao Pix, com desvio de cerca de R$ 400 milhões.
O que é a Sinqia e qual seu envolvimento no caso?
A Sinqia é uma empresa de tecnologia que fornece soluções para o setor financeiro. De acordo com mensagens obtidas pela investigação, um dos suspeitos teria invadido o sistema da Sinqia e redirecionado transferências de instituições como o banco HSBC e a Artta.
Quem são os suspeitos presos e qual a faixa etária deles?
Foram presos José Elvis dos Anjos Silva, Fernando Vieira da Silva, Rafael Alves Loia, Marcos Vinícius dos Santos, Klayton Leandro Matos de Paulo, Guilherme Marques Peixoto, Nicollas Gabriel Pytlak e Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha. Eles têm entre 22 e 46 anos.
Qual a situação legal atual dos investigados?
As prisões em flagrante foram confirmadas pela Justiça Federal durante audiência de custódia e convertidas em prisão preventiva. Todos os investigados negaram envolvimento nos crimes e alegaram ter sofrido violência policial no momento da prisão.
Há suspeitas de envolvimento de funcionários de instituições financeiras?
Sim. A Polícia Federal investiga se houve participação de funcionários de instituições financeiras nos crimes, especialmente considerando o acesso privilegiado ao sistema da Caixa e os ataques a plataformas bancárias.
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