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Segurança

Vulnerabilidade no WhatsApp instala malware mesmo sem interação

Ataque explora falhas de segurança em aparelhos da Apple que permitem controle total do dispositivo

Avatar do(a) autor(a): Cecilia Ferraz

schedule29/09/2025, às 18:00

updateAtualizado em 30/09/2025, às 14:59

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade que afeta iOS, macOS e iPadOS da Apple via execução remota de código (RCE) de zero cliques no WhatsApp. A cadeia de ataques explora duas vulnerabilidades do aplicativo de mensagens e não precisa de interação para ser executada. 

O ataque possibilita controle total do dispositivo, incluindo acesso a dados confidenciais, monitoramento de comunicações e implantação de outros malwares. Nem o WhatsApp nem a Apple se posicionaram até o momento e ainda não há patches de segurança aplicáveis.

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Criminosos exploram falha na memória e processamento

A vulnerabilidade foi descoberta pelo DarkNavyOrg, uma organização independente de pesquisa em segurança. De acordo com posts do grupo no X, antigo Twitter, a falha é consequência da ausência de verificação para confirmar se a mensagem vem de um dispositivo legítimo. Isso permite que atacantes enviem mensagens que parecem ser de fontes confiáveis e distribuem o malware.

As falhas de segurança foram identificadas como CVE-2025-55177, que caracteriza a falha crítica lógica no tratamento das mensagens, e CVE-2025-43300, que é a vulnerabilidade na biblioteca de interpretação de arquivos DNG – um formato de imagem “cru” de código aberto.

Utilizando essas vulnerabilidades, o criminoso cria uma imagem DNG corrompida que ao ser processada pelo WhatsApp, gera um erro de corrupção de memória. A falha faz com que o aplicativo passe a executar comandos que não deveria, permitindo que o atacante execute as instruções no aparelho da vítima remotamente.

O DarkNavyOrg mostrou o script que automatiza o processo. Na prova de conceito era possível entrar no WhatsApp, gerar a imagem DNG corrompida e enviar o arquivo para o número de telefone da vítima. Sem precisar de nenhum clique, o ataque pode comprometer o aparelho da vítima sem dar nenhum sinal. O grupo também está investigando a vulnerabilidade no sistema Android.

Por enquanto, recomenda-se que os usuários do WhatsApp mantenham seus aplicativos e sistemas operacionais iOS sempre atualizados para receber os patches de segurança assim que estiverem disponíveis.

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Perguntas Frequentes

O que é a vulnerabilidade descoberta no WhatsApp?
Trata-se de uma falha de segurança que permite a execução remota de código (RCE) sem necessidade de interação do usuário, conhecida como "zero cliques". Essa vulnerabilidade afeta dispositivos Apple com iOS, macOS e iPadOS, permitindo que criminosos assumam controle total do aparelho por meio do WhatsApp.
Como o ataque funciona sem que o usuário clique em nada?
O ataque utiliza uma imagem DNG corrompida enviada via WhatsApp. Ao ser processada automaticamente pelo aplicativo, essa imagem explora falhas na verificação de origem da mensagem e na interpretação do arquivo, causando corrupção de memória e permitindo que comandos maliciosos sejam executados remotamente, sem qualquer ação do usuário.
Quais são as falhas específicas exploradas nesse ataque?
As falhas foram catalogadas como CVE-2025-55177, uma falha lógica no tratamento de mensagens, e CVE-2025-43300, uma vulnerabilidade na biblioteca que interpreta arquivos DNG (um formato de imagem "cru" de código aberto). Ambas são exploradas em conjunto para comprometer o dispositivo.
O que é uma vulnerabilidade de "zero cliques"?
É um tipo de falha de segurança que pode ser explorada sem que o usuário precise clicar, abrir ou interagir com qualquer conteúdo. No caso descrito, o simples recebimento de uma imagem maliciosa no WhatsApp já é suficiente para ativar o ataque.
Quem descobriu essa vulnerabilidade?
A descoberta foi feita pela DarkNavyOrg, uma organização independente de pesquisa em segurança. Eles publicaram detalhes técnicos e uma prova de conceito do ataque em sua conta na rede social X (antigo Twitter).
Quais os riscos para os usuários afetados?
O ataque permite que criminosos tenham controle total do dispositivo, incluindo acesso a dados confidenciais, monitoramento de comunicações e instalação de outros malwares, tudo sem o conhecimento da vítima.
Existe alguma correção ou atualização disponível?
Até o momento, nem a Apple nem o WhatsApp se pronunciaram oficialmente, e ainda não há patches de segurança disponíveis. Recomenda-se manter o sistema operacional e o aplicativo sempre atualizados para receber correções assim que forem lançadas.
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