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Segurança

Exército chinês usa cães-robôs armados com fuzis em treinamento

Os robôs que carregam armas de disparo automático nas costas são opções para auxiliar equipes humanas em missões de alto risco.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule14/11/2025, às 15:00

updateAtualizado em 14/11/2025, às 18:29

Imagens de cães-robôs equipados com fuzis automáticos durante treinamentos do Exército de Libertação Popular da China (PLA) viralizaram nas redes sociais, nos últimos dias, demonstrando o avanço da tecnologia. A imprensa local afirma que os equipamentos fazem parte de estratégias focadas em um possível ataque a Taiwan.

Originalmente exibidas por uma emissora estatal, as gravações mostram os robôs quadrúpedes alimentados por inteligência artificial carregando armas letais no campo de batalha. Eles acompanham os militares em uma operação simulada que também inclui drones.

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Alternativa para missões de alto risco

Controlados remotamente, os robôs de quatro patas são treinados para auxiliar os soldados em operações arriscadas para os humanos. Se movimentando à frente da equipe, eles abrem caminho para que os militares avancem, podendo efetuar disparos, se necessário, após comandos dados pelo operador.

  • No treinamento exibido, a formação inclui dois cães-robôs armados com fuzis, outro que fica responsável por reconhecer o terreno e mais um cuja função é carregar munição e suprimentos médicos;
  • Eles são capazes de percorrer trechos perigosos de 200 m em aproximadamente 30 segundos, substituindo os soldados em ações que poderiam colocar suas vidas em risco;
  • Segundo a reportagem, a equipe robótica pode se deslocar por até 2 km de distância a partir do local de controle, transporta cargas de 20 kg e possui bateria que oferece autonomia superior a duas horas;
  • A demonstração também contou com drones que monitoravam o terreno e forneciam detalhes importantes como a localização das tropas inimigas em tempo real.

O treinamento demonstra que o PLA tem se adaptado às estratégias de guerra moderna, como as utilizadas nos conflitos entre Rússia e Ucrânia, mas também revelou fragilidades da tecnologia, como aponta o South China Morning Post. Um dos robôs que participava dos testes acabou abatido por adversários.

Também foram citadas falhas relacionadas aos drones, que não contribuíram da maneira esperada para tornar vulneráveis as posições inimigas. Com isso, foi necessário recorrer à equipe humana para realizar algumas das etapas mais arriscadas da missão.

Além disso, especialistas comentaram que os cães-robôs não possuem autonomia para tomar decisões, dependendo dos humanos para agir. Em um cenário real de batalha, tal característica reduziria o impacto das máquinas.

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Perguntas Frequentes

O que são os cães-robôs utilizados pelo Exército da China?
São robôs quadrúpedes equipados com inteligência artificial e armados com fuzis automáticos. Eles são controlados remotamente e utilizados em treinamentos militares para simular operações de combate, atuando como apoio a tropas humanas em missões de alto risco.
Qual é a função dos cães-robôs nos treinamentos militares?
Os cães-robôs têm múltiplas funções: alguns são armados e avançam à frente das tropas para abrir caminho e efetuar disparos sob comando; outros são responsáveis por reconhecimento de terreno ou transporte de munição e suprimentos médicos. Eles substituem soldados em áreas perigosas, reduzindo o risco humano.
Quais são as capacidades técnicas desses robôs?
Os cães-robôs conseguem percorrer trechos de 200 metros em cerca de 30 segundos, transportar cargas de até 20 kg e operar a até 2 km de distância do ponto de controle. Sua bateria oferece autonomia superior a duas horas.
Como os cães-robôs são controlados?
Eles são operados remotamente por humanos, o que significa que não possuem autonomia para tomar decisões por conta própria. Todas as ações, incluindo disparos, dependem de comandos dados por operadores humanos.
Qual é o papel dos drones nos treinamentos com cães-robôs?
Os drones são utilizados para monitorar o terreno e fornecer informações em tempo real, como a localização de tropas inimigas. No entanto, durante os testes, eles apresentaram falhas e não conseguiram tornar as posições inimigas vulneráveis como esperado.
Quais limitações foram observadas durante os testes?
Apesar do avanço tecnológico, os testes revelaram fragilidades. Um dos cães-robôs foi abatido por adversários, e os drones não cumpriram totalmente seu papel. Além disso, a dependência dos robôs por comandos humanos limita sua eficácia em cenários reais de combate.
Esses robôs fazem parte de alguma estratégia militar específica?
Sim. Segundo a imprensa local, os cães-robôs armados fazem parte de estratégias do Exército de Libertação Popular da China voltadas para um possível conflito com Taiwan, refletindo uma adaptação às táticas de guerra moderna.
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