Logo TecMundo
Segurança

DragonFire: laser de baixo custo britânico derruba drones voando a 650 km/h

O sistema de laser DragonFire deve ser integrado aos navios da Marinha Real a partir de 2027, alinhando as embarcações à guerra moderna.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule25/11/2025, às 18:30

updateAtualizado em 25/11/2025, às 20:20

O laser DragonFire abateu drones de alta velocidade com precisão durante testes da Marinha Real Britânica realizados na Escócia e será integrado às embarcações a partir de 2027, conforme anunciou o Ministério da Defesa do Reino Unido na última semana. A tecnologia também se destaca pelo baixo custo.

Desenvolvido pela MBDA, em parceria com as empresas QinetiQ e Leonardo, o sistema inovador funciona como alternativa aos mísseis antiaéreos convencionais. Além disso, está alinhado às estratégias de guerra modernas, como as que têm ganhado destaque nos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

Disparos baratos e de alta precisão

Nos testes de rastreamento e interceptação na região do arquipélago das Hébridas, o laser britânico derrubou drones com capacidade de voar a até 650 km/h, o dobro da velocidade dos carros de Fórmula 1. Ele se mostrou eficiente para atingir equipamentos cada vez mais utilizados em atividades militares.

  • O DragonFire apresentou grande precisão durante o experimento, podendo atingir uma pequena moeda de £ 1 a 1 km de distância, segundo o Ministério da Defesa;
  • Além disso, a arma laser chama a atenção pelo baixo custo, com cada disparo saindo por £ 10, o equivalente a R$ 71 pela cotação do dia, em conversão direta;
  • Trata-se de um método mais econômico do que os sistemas de mísseis convencionais, em que cada disparo custa o equivalente a centenas de milhares de libras;
  • Apesar da eficiência em abater ameaças aéreas e da economia, a tecnologia possui algumas limitações, como a suscetibilidade às condições meteorológicas, incluindo chuva e nuvens.

“Esse laser de alta potência colocará nossa Marinha Real na vanguarda da inovação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), entregando uma capacidade de ponta para ajudar a defender o Reino Unido e nossos aliados nesta nova era de ameaça”, comentou o ministro da Prontidão e Indústria de Defesa, Luke Pollard.

Como destacou Pollard, o DragonFire se tornará a primeira tecnologia do tipo a entrar em serviço em um país da Europa, representando um dos programas de armas de energia dirigida mais avançados da OTAN. Ele faz parte do projeto de Revisão de Defesa Estratégica (SDR) do Reino Unido.

Acelerando o cronograma

De acordo com o Ministério, a arma laser deve começar a ser integrada ao contratorpedeiro Type 45 da Marinha Real Britânica até 2027. Caso o prazo seja realmente cumprido, representará um grande avanço em relação ao cronograma original, que previa o uso da tecnologia somente em 2032.

O contrato com a MBDA para a implementação do sistema é de £ 316 milhões, o equivalente a R$ 2,2 bilhões. A iniciativa pode levar à geração de quase 600 empregos em todo o Reino Unido nos próximos anos.

Curtiu o conteúdo? Leia mais notícias no TecMundo e compartilhe-as nas redes sociais com os amigos.

Perguntas Frequentes

O que é o sistema DragonFire e qual sua principal função?
O DragonFire é uma arma de energia dirigida a laser desenvolvida no Reino Unido pela MBDA em parceria com as empresas QinetiQ e Leonardo. Sua principal função é interceptar e destruir ameaças aéreas, como drones de alta velocidade, com alta precisão e baixo custo operacional.
Quais são os diferenciais do DragonFire em relação aos sistemas de mísseis convencionais?
O DragonFire se destaca por seu custo extremamente baixo por disparo — apenas £10 (cerca de R$ 71) — em comparação com os sistemas de mísseis tradicionais, cujos disparos podem custar centenas de milhares de libras. Além disso, oferece alta precisão, sendo capaz de atingir um alvo do tamanho de uma moeda de £1 a 1 km de distância.
Quando o DragonFire será integrado à Marinha Real Britânica?
Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, o sistema DragonFire começará a ser integrado aos contratorpedeiros Type 45 da Marinha Real a partir de 2027, antecipando o cronograma original que previa a implementação apenas em 2032.
Quais limitações o sistema DragonFire apresenta?
Apesar de sua eficiência e economia, o DragonFire é suscetível às condições meteorológicas. Fatores como chuva e nuvens podem afetar o desempenho do laser, o que representa uma limitação operacional importante.
Qual foi o desempenho do DragonFire nos testes realizados?
Durante testes conduzidos na Escócia, o DragonFire demonstrou alta precisão ao derrubar drones que voavam a até 650 km/h — o dobro da velocidade de um carro de Fórmula 1. O sistema foi capaz de rastrear e interceptar esses alvos com sucesso.
Qual o investimento do governo britânico no projeto DragonFire?
O contrato com a MBDA para a implementação do sistema DragonFire é de £316 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Esse investimento também pode gerar cerca de 600 empregos no Reino Unido nos próximos anos.
Qual a importância estratégica do DragonFire para o Reino Unido e a OTAN?
O DragonFire representa um avanço significativo na modernização das forças armadas britânicas, colocando a Marinha Real na vanguarda da inovação dentro da OTAN. Será a primeira tecnologia do tipo a entrar em serviço em um país europeu, alinhando-se às novas exigências da guerra moderna.
star

Continue por aqui