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Segurança

PF desarticula grupo por trás de ataques DDoS contra órgãos públicos

Operação envolveu combate contra cibercriminosos em quatro cidades e tem como objetivo desmantelar plataformas na nuvem.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule03/12/2025, às 09:45

updateAtualizado em 03/12/2025, às 10:02

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (3) uma operação em quatro cidades brasileiras para derrubar uma célula cibercriminosa. O grupo era especializado nos chamados ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS, na sigla original em inglês).

Chamada de Power OFF (em relação ao ato de desligar um aparelho eletrônico), a operação envolveu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de São Paulo e São Caetano do Sul, Rio de Janeiro e Tubarão (SC), além de dois mandados de prisão temporária.

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Os detidos podem ser acusados de associação criminosa e "interrupção ou perturbação de serviço" ou de informação de utilidade pública. Outras instituições policiais, legais e acadêmicas também fazem parte do grupo de ação da PF, que contou ainda com a ajuda do FBI.

"Encomendas" de ataques DDoS

Os suspeitos que foram alvo da operação foram tanto os acusados de administrar quanto os de contratar plataformas especializadas nos ataques DDos.

  • Os tipos de ataque utilizados incluem booters e stressers — ferramentas capazes de sobrecarregar, reduzir o desempenho ou até mesmo derrubar sites, servidores ou endereços específicos;
  • Os responsáveis pelos serviços na nuvem vendiam serviços sob demanda que podiam ser usados para derrubar os sistemas, mesmo que a pessoa não tenha conhecimentos técnicos avançados;
  • Alvos conhecidos do grupo incluem servidores da própria PF, além das plataformas públicas SERPRO, DATAPREV e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro, com casos que datam desde 2018;
  • O envolvimento do FBI foi necessário porque os servidores ficam hospedados em diversos países e podem ser utilizados por agentes em escala mundial;

Relatórios indicam que o Brasil sofreu mais de 500 mil ataques DDoS só na primeira metade de 2025, sendo um dos alvos mais frequentes em todo o mundo.

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Perguntas Frequentes

O que motivou a operação Power OFF da Polícia Federal?
A operação Power OFF foi motivada pela necessidade de desarticular um grupo cibercriminoso especializado em ataques DDoS (negação de serviço distribuída) contra órgãos públicos brasileiros. A ação visava interromper a atuação de plataformas na nuvem utilizadas para realizar esses ataques.
O que são ataques DDoS e como eles funcionam?
A sigla DDoS significa "Distributed Denial of Service" (negação de serviço distribuída). Trata-se de um tipo de ataque cibernético que sobrecarrega servidores, sites ou sistemas com um grande volume de acessos simultâneos, tornando-os lentos ou indisponíveis. Ferramentas como booters e stressers são comumente usadas para executar esses ataques.
Quais cidades foram alvo da operação da PF?
A operação ocorreu em quatro cidades brasileiras: São Paulo e São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). Nessas localidades, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária.
Quem são os alvos da operação e quais crimes podem ter cometido?
Os alvos da operação incluem tanto os administradores quanto os contratantes das plataformas de ataque DDoS. Eles podem ser acusados de associação criminosa e de interromper ou perturbar serviços de utilidade pública, como os de órgãos governamentais.
Quais instituições foram atacadas pelo grupo investigado?
Entre os alvos dos ataques estão servidores da própria Polícia Federal, além de plataformas públicas como o SERPRO, a DATAPREV e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro. Os ataques vêm sendo registrados desde 2018.
Qual foi o papel do FBI na operação?
O FBI participou da operação devido ao fato de que os servidores utilizados nos ataques estavam hospedados em diversos países. A colaboração internacional foi essencial para rastrear e desmantelar a infraestrutura global usada pelos cibercriminosos.
Como funcionavam os serviços de ataque vendidos na nuvem?
Os serviços oferecidos na nuvem permitiam que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico avançado, contratasse ataques DDoS sob demanda. Isso facilitava a disseminação dos ataques e ampliava o alcance das ações criminosas.
Qual é a dimensão do problema dos ataques DDoS no Brasil?
Relatórios indicam que o Brasil sofreu mais de 500 mil ataques DDoS apenas na primeira metade de 2025, o que o coloca entre os países mais visados por esse tipo de ameaça cibernética no mundo.
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