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Segurança

Erro faz startup de IA vazar quase 1 milhão de imagens de pessoas nuas

O acervo continha fotos e vídeos de pessoas reais, incluindo crianças, além de deepfakes e vários conteúdos pornográficos.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule05/12/2025, às 17:00

updateAtualizado em 04/02/2026, às 08:29

Mais de 1 milhão de fotos e vídeos utilizados por uma startup de geração de imagens por inteligência artificial, a maioria envolvendo nudez e conteúdo adulto, estavam acessíveis a qualquer pessoa na internet, devido a um erro de configuração no banco de dados. O problema foi descoberto pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler.

O acervo, que também trazia imagens reais de crianças e adolescentes, não tinha proteção por senha nem criptografia, segundo o relatório divulgado nesta sexta-feira (05). O material pertence a uma empresa chamada SocialBook, como aponta a marca d’água encontrada nos arquivos.

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Imagens usadas sem consentimento

De acordo com Fowler, o banco de dados exposto era utilizado por plataformas como MagicEdit e DreamPal, que permitem criar imagens com IA a partir de descrição textual e enviar fotos para modificação, incluindo troca de rostos e remoção de fundos, entre outros recursos. Dessa forma, o acervo tem diferentes tipos de materiais.

  • Parte das imagens é de pessoas reais e possivelmente foram enviadas ao arquivo sem consentimento, servindo de referência para a criação de deepfakes, como aponta o relatório;
  • Ele também encontrou muitos conteúdos gerados por IA, com uma boa parcela de nudez e pornografia, inclusive envolvendo menores;
  • No acervo desprotegido havia, ainda, imagens em estilo anime e hiper-realistas criadas a partir das fotos legítimas;
  • O pesquisador identificou o material disponível sem senha na internet em outubro, porém não se sabe desde quando o banco de dados estava aberto.
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O material exposto tem fotos de pessoas reais, rostos sobrepostos, nudez, pornografia e vários outros conteúdos. (Imagem: ExpressVPN/Reprodução)

“Essa exposição levanta preocupações com a privacidade, pois mais dados e imagens pessoais são coletados, armazenados e podem ser potencialmente usados indevidamente em plataformas digitais”, destacou o especialista, em comunicado. Acredita-se que muitas dessas fotos foram retiradas de redes sociais.

Após a empresa de geração de imagens por IA ser informada da falha de segurança, o acesso ao acervo foi bloqueado e uma investigação interna iniciada. Ela afirmou que o material ficará indisponível até que o trabalho de apuração seja concluído.

Sites e apps de MagicEdit e DreamPal também ficaram indisponíveis após a identificação da falha, como relata a Wired. O material vazado foi denunciado ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos, que analisa o caso.

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Perguntas Frequentes

O que causou o vazamento de imagens da startup de IA?
O vazamento foi causado por um erro de configuração no banco de dados da empresa, que deixou mais de 1 milhão de fotos e vídeos acessíveis publicamente na internet, sem qualquer proteção por senha ou criptografia.
Que tipo de conteúdo estava presente no banco de dados exposto?
O acervo incluía imagens e vídeos de nudez e pornografia, muitos deles envolvendo pessoas reais, inclusive crianças e adolescentes. Também havia deepfakes, imagens geradas por IA em estilo anime e hiper-realistas, além de conteúdos criados a partir de fotos legítimas.
O que são deepfakes e como estavam relacionados ao caso?
Deepfakes são imagens ou vídeos manipulados com inteligência artificial para substituir rostos ou alterar cenas de forma realista. No caso, parte do material vazado foi usada como referência para criar deepfakes, possivelmente sem o consentimento das pessoas retratadas.
Qual empresa foi identificada como responsável pelo conteúdo vazado?
A empresa identificada foi a SocialBook, conforme indicado pelas marcas d’água encontradas nos arquivos expostos.
Quais plataformas utilizavam esse banco de dados?
As plataformas MagicEdit e DreamPal utilizavam o banco de dados para gerar imagens com IA a partir de descrições textuais e modificar fotos enviadas pelos usuários, incluindo troca de rostos e remoção de fundos.
Como o vazamento foi descoberto?
O vazamento foi descoberto pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler, que encontrou o banco de dados acessível sem senha na internet em outubro. Não se sabe desde quando o material estava exposto.
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