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Brasileiro instala bateria de BYD em casa para criar sistema solar doméstico

Piauiense que reaproveitou bateria de carro elétrico para criar um sistema doméstico de armazenamento solar, conseguiu 14 horas de autonomia

Avatar do(a) autor(a): Amanda Fleure

schedule17/11/2025, às 10:45

updateAtualizado em 18/11/2025, às 18:18

Um morador do Piauí, Tibúrcio Frota, decidiu reaproveitar uma bateria de carro elétrico da BYD que seria descartada após um acidente e transformou o componente em uma solução de armazenamento de energia solar para a própria casa. A bateria passou por adaptações para funcionar como um sistema estacionário off-grid, capaz de operar de forma independente da rede elétrica convencional.

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Mesmo após o uso no veículo, a bateria apresentava 99% de saúde, um nível surpreendentemente alto. Como o consumo residencial é muito menor que o de um carro, a estimativa é de que o equipamento possa funcionar por até duas décadas no novo papel. Essa diferença de demanda mostra como baterias de veículos elétricos ainda têm vida longa fora das estradas.

Na prática, o sistema instalado em casa entrega autonomia energética significativa. A bateria consegue manter a residência abastecida por até 14 horas seguidas sem sol e usando apenas cerca de 30% da sua capacidade total. Isso reforça o potencial do reaproveitamento como alternativa real para casas que buscam independência energética.

O projeto destaca um caminho eficiente de reutilização de materiais de veículos elétricos, reduzindo lixo tecnológico e aproveitando componentes que normalmente seriam reciclados de forma limitada. A iniciativa aponta para um futuro em que peças de carros elétricos aposentados ganham nova função em sistemas domésticos.

O caso também abre espaço para discutir custos, regulamentações e viabilidade de adotar soluções semelhantes em outras residências. É um exemplo que pode inspirar novos modelos de reaproveitamento, mas ainda depende de escala e políticas adequadas para se tornar comum.

Perguntas Frequentes

O que motivou Tibúrcio Frota a reutilizar uma bateria de carro elétrico em casa?
Tibúrcio Frota, morador do Piauí, decidiu reaproveitar uma bateria de carro elétrico da BYD que seria descartada após um acidente. Ele viu na peça uma oportunidade de criar um sistema doméstico de armazenamento de energia solar, promovendo independência energética e reduzindo o desperdício tecnológico.
Como funciona o sistema solar doméstico criado com a bateria da BYD?
A bateria foi adaptada para operar como um sistema estacionário off-grid, ou seja, independente da rede elétrica convencional. Ela armazena energia solar e consegue abastecer a residência por até 14 horas seguidas, mesmo sem sol, utilizando apenas cerca de 30% de sua capacidade total.
Qual era o estado da bateria após o uso no carro elétrico?
Mesmo após o uso no veículo, a bateria apresentava 99% de saúde, um nível surpreendentemente alto. Isso demonstra que baterias de carros elétricos ainda têm grande potencial de uso em aplicações menos exigentes, como o consumo residencial.
Por quanto tempo a bateria pode funcionar no novo sistema doméstico?
Como o consumo de energia em uma residência é muito menor do que em um carro, estima-se que a bateria possa funcionar por até duas décadas no novo papel, reforçando a viabilidade do reaproveitamento.
O que significa um sistema off-grid?
Um sistema off-grid é um sistema de geração e armazenamento de energia que funciona de forma independente da rede elétrica pública. Ele é ideal para locais remotos ou para quem busca autonomia energética, como no caso do projeto de Tibúrcio Frota.
Quais são os benefícios ambientais dessa iniciativa?
O reaproveitamento da bateria reduz o descarte de lixo tecnológico e dá nova utilidade a componentes que normalmente teriam reciclagem limitada. Isso contribui para a sustentabilidade e para o uso mais eficiente de recursos já existentes.
Esse tipo de projeto pode ser replicado em outras casas?
O caso de Tibúrcio Frota serve como exemplo inspirador, mas a adoção em larga escala ainda depende de fatores como regulamentações, custos e políticas públicas adequadas. Com o avanço dessas condições, projetos semelhantes podem se tornar mais comuns.
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